A Colômbia rompeu as relações diplomáticas com o Irã e declarou a Guarda Revolucionária Islâmica uma organização terrorista. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (24), mas a ruptura passou a valer formalmente no dia 19, informou o Ministério das Relações Exteriores colombiano.
A medida foi justificada por razões de segurança nacional, combate ao crime transnacional e preocupação com a atuação externa de Teerã. A chancelaria também mencionou possíveis conexões do regime iraniano com grupos terroristas internacionais e organizações narcoterroristas que, conforme o governo, representam ameaça à segurança colombiana.
Entre os motivos citados estão ainda violações de direitos humanos no Irã, ataques contra países que não participam diretamente dos conflitos no Oriente Médio, o bloqueio do Estreito de Ormuz e dificuldades para as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Relações consulares serão mantidas
O rompimento diplomático não afeta os canais consulares entre os dois países. Serviços relacionados à documentação e à assistência a cidadãos continuarão funcionando.
Em comunicado separado, o governo colombiano classificou a Guarda Revolucionária como organização terrorista. Para a chancelaria, o grupo representa “grave perigo para a paz e a segurança internacional” e participa tanto da repressão dentro do Irã quanto de operações clandestinas no exterior.
A Guarda Revolucionária é uma força militar paralela às Forças Armadas regulares iranianas e tem influência em áreas militares, políticas e econômicas do regime. O grupo controla a Força Quds, responsável por operações fora do país e pelo relacionamento de Teerã com grupos armados aliados em outros países.
Com a nova classificação, a Colômbia informou que ampliará os controles de segurança para barrar a entrada de pessoas associadas à organização. O governo de Abelardo de la Espriella afirmou que a Guarda Revolucionária já é alvo de classificações e sanções em diferentes países.
As decisões alteram a política do governo de Gustavo Petro, que manteve relações diplomáticas com Teerã e defendia o diálogo diante das tensões envolvendo o Irã no Oriente Médio.








