O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (22) que defenderá a atuação de seu país na guerra na Faixa de Gaza durante o discurso previsto para quinta-feira (24) na Assembleia Geral da ONU.
A declaração foi feita em uma mensagem de vídeo, após o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, chamá-lo de criminoso de guerra. Netanyahu também atacou Mamdani por apoiar o Hamas e por supostamente incentivar tumultos contra judeus na cidade.
“Vou à ONU. Vou contar a verdade sobre nossos heróis soldados e vou contar a verdade sobre você [Mamdani]”, disse o primeiro-ministro.
Críticas e mandado de prisão
Na segunda-feira (21), Mamdani reiterou, em entrevista à CNN, que Netanyahu seria um criminoso de guerra. O prefeito também defendeu que o governo de Donald Trump prenda o premiê com base em um mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
Trump já havia descartado cumprir a ordem e voltou a criticar o tribunal em seu discurso na ONU. Ele classificou a corte de Haia como uma instituição descontrolada e um grupo de pessoas malignas.
No mesmo dia, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou Israel durante seu pronunciamento na Assembleia Geral. Ele afirmou que Gaza tem a maior taxa de amputações infantis do mundo e chamou o território de campo de concentração mais desumano e vergonhoso da época.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, também criticou o secretário-geral da organização, António Guterres. Danon reagiu à menção ao caso do TPI e aos assentamentos israelenses na Cisjordânia, que Guterres disse levantarem o espectro da limpeza étnica.
“Propaganda anti-Israel sob a bandeira das Nações Unidas”, escreveu Danon em uma publicação no X. Ele acusou Guterres de usar o cargo para atacar Israel e de destruir a credibilidade da organização.








