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Trump afirma que eleição na Venezuela ainda não está pronta

Presidente dos EUA evita definir prazo para a votação, mas diz que haverá eleições no país sob comando interino de Delcy Rodríguez.

Trump afirma que eleição na Venezuela ainda não está pronta

Donald Trump afirmou que ainda é cedo para a Venezuela realizar uma eleição e evitou indicar quando uma nova votação poderá ocorrer. A declaração foi dada em entrevista à revista Time, publicada nesta quinta-feira (1º), ao comentar a relação dos Estados Unidos com o regime chavista interino liderado por Delcy Rodríguez após a queda de Nicolás Maduro.

Questionado sobre o encontro com Delcy durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, em setembro, Trump disse que a Venezuela poderia realizar eleições e afirmou que gostaria que isso acontecesse. Ele ponderou, porém, que a situação ainda não estaria pronta para uma votação. “Acho que ainda está tudo muito recente”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Acho que é cedo demais.”

O presidente americano também não estabeleceu um calendário. Trump afirmou que conversaria com Delcy sobre o tema, mas declarou que haverá eleições no país.

Trump e Delcy se reuniram em 22 de setembro, às margens da Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, ele disse que uma eleição deveria ocorrer no futuro, sem exigir uma data. Em janeiro, Karoline Leavitt, então porta-voz da Casa Branca, havia classificado como prematuro definir um cronograma eleitoral para a Venezuela.

Relação com o governo interino

Na entrevista, Trump elogiou a relação com Delcy e destacou a cooperação entre os dois países na exploração de petróleo. Ele disse que grandes companhias do setor estão entrando na Venezuela e que os Estados Unidos retiram uma quantidade elevada de petróleo do país. Parte do produto, segundo Trump, será destinada à recomposição das reservas estratégicas americanas.

O presidente comparou sua estratégia na Venezuela à adotada pelos Estados Unidos no Iraque após a queda de Saddam Hussein. Ele afirmou que decidiu preservar estruturas como as Forças Armadas e a polícia venezuelanas depois da retirada de Maduro do poder.

Delcy assumiu interinamente o comando da Venezuela após Maduro ser capturado por forças americanas em uma operação realizada em janeiro. Desde então, Washington mantém cooperação com o regime interino, principalmente no setor energético.

No fim de agosto, Trump anunciou um acordo sobre 17 campos de petróleo e aproximadamente 65 bilhões de barris em reservas venezuelanas. O entendimento prevê investimentos de até US$ 100 bilhões e participação dos Estados Unidos, além de direitos de compra sobre parte da produção.

Trump também afirmou que empresas como ExxonMobil e Chevron estão ampliando sua presença na Venezuela e que os dois países obtêm receitas com a exploração do petróleo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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