São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Política

Carbono Oculto mira operador ligado a Vorcaro e executivos do Banco Genial

Terceira fase da operação investiga lavagem de dinheiro ligada à compra da distribuidora Terrana e cumpre buscas em sete estados.

Operador de Vorcaro em Dark Horse e diretores do banco Genial são alvos da nova fase da Carbono Oculto
Foto: Divulgação Entre/Divulgação Banco Master

A terceira fase da Operação Carbono Oculto tem entre os alvos Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, apontado como operador de Daniel Vorcaro, além do diretor do Banco Genial Humberto Arthur Tupinambá Neto e de seus irmãos, André e Bruno Tupinambá.

Deflagrada nesta quinta-feira (24), a operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 2ª Vara Criminal de Catanduva e são cumpridos em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.

Transferências para fundo nos Estados Unidos

Em acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, Freixo Júnior confirmou ter feito sete remessas ao fundo Havengate, nos Estados Unidos. As transferências somaram US$ 12,3 milhões em 2025 e, segundo o relato do empresário, foram realizadas a pedido de Vorcaro.

O fundo, administrado por Paulo Calixto, financiou o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Calixto é apontado como próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A Polícia Federal citou Freixo em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal e o descreveu como “pioneiro nas Bahamas”, em referência a estruturas offshore que ele teria montado no país. A corporação afirmou que a existência dessas estruturas, por si só, não configura crime.

Investigação sobre a Terrana

A operação também apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionado à compra da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana. O GAECO aponta Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, como líderes da estrutura investigada e chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o Ministério Público, fundos e empresas teriam sido criados para viabilizar a aquisição, entre eles Radford, Derby 44 e Los Angeles 01, além de Berna Holdings Ltda. e Branson Holdings Ltda. Mais de R$ 120 milhões teriam circulado por empresas usadas como contas de passagem antes de chegar à estrutura responsável pela compra da Terrana.

A apuração reúne relatórios do Coaf, documentos bancários, informações do Banco Genial, movimentações financeiras e mensagens extraídas de celulares apreendidos em fases anteriores. A operação também conta com a Procuradoria-Geral do Estado, a Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo e as polícias Civil e Militar.

Até o fechamento, não havia sido divulgada a posição das defesas do Banco Genial, da Entre Investimentos e da Terrana.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5