A decisão do Supremo Tribunal Federal que liberou publicações sobre Nossa Senhora Aparecida precedeu a resposta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a uma acusação feita por Flávio Bolsonaro (PL). O ministro Flávio Dino derrubou uma determinação de André Mendonça que havia ordenado a retirada de uma postagem do humorista Antonio Tabet e de conteúdos semelhantes.
Ao comentar a decisão, Flávio Bolsonaro afirmou que uma ala da CNBB teria colaborado com o PT na divulgação de uma informação falsa. A alegação era de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Ele nega essa intenção.
Em nota, a CNBB declarou que não participou da elaboração, autorização ou divulgação de desinformação ligada ao processo eleitoral. A instituição também afirmou que não integra estruturas político-partidárias, partidos ou candidaturas.
A entidade disse que suas manifestações sobre as eleições estão relacionadas à missão pastoral e a princípios expressos em seus documentos, como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência. Também afirmou que acusações sem fatos e provas atingem a instituição e não contribuem para a responsabilidade esperada no processo eleitoral.
“A mentira não se combate com outra mentira”, declarou a CNBB. A conferência ainda reafirmou compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.
Origem da polêmica
A discussão se espalhou nas redes sociais durante os últimos dias do primeiro turno da campanha eleitoral. Publicações atribuíram a Flávio a intenção de apoiar uma mudança no título de Nossa Senhora Aparecida. O candidato classificou o episódio como “a maior fake news da campanha” e afirmou que não existe projeto ou movimento para retirar o título da santa.
A acusação contra a CNBB foi apresentada por Flávio ao criticar a decisão de Flávio Dino, que permitiu a circulação das publicações relacionadas ao caso.








