José Dirceu (PT-SP) afirmou que a declaração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Ciro Nogueira (PP-PI) não deve alterar a posição política do Progressistas nem da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. O ex-ministro da Casa Civil disse que fatores regionais e interesses políticos terão mais peso em uma eventual disputa de 2º turno.
Em agenda no Piauí, em 9 de setembro, Lula declarou que “não aceita vira-lata” e citou Marcelo Castro (MDB-PI) e Julio Cesar (PSD-PI) como seus candidatos ao Senado. Ciro Nogueira tenta a reeleição ao Senado e é presidente nacional do PP.
“Não acredito que um fato como esse vai mudar a posição política do PP ou do União Brasil”, disse Dirceu. Para ele, a fala do presidente não será determinante para que a federação decida apoiar ou não um candidato.
O ex-ministro também lembrou que Ciro já fez críticas a Lula. Dirceu afirmou que esse histórico não deveria ser tratado como um fator isolado na definição partidária.
Disputa presidencial
Em julho, a federação União Progressista decidiu manter neutralidade na disputa presidencial. O grupo pode reavaliar a posição e apoiar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no 2º turno.
O PT e o governo atuaram para evitar que o Centrão apoiasse Flávio Bolsonaro no 1º turno. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, tenta impedir que o grupo declare apoio ao candidato do PL.
Dirceu também avaliou a candidatura de Augusto Cury, do Avante, à Presidência. O ex-ministro disse que o escritor “nunca foi” de direita e que não é ligado ao bolsonarismo. Ele afirmou que Cury tem carreira construída, influência nas redes e uma filosofia de vida que prega.
“É um educador e uma pessoa que nós temos que respeitar”, declarou Dirceu. O ex-ministro ressaltou que isso não significa que Cury apoiará Lula.
Dirceu classificou Ronaldo Caiado e Romeu Zema como políticos de direita e Renan Santos como de extrema direita. Para ele, Augusto Cury não deve ser caracterizado da mesma forma.








