O vencedor de uma eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro deve terminar com uma vantagem menor do que a registrada por Lula sobre Jair Bolsonaro em 2022, avaliou o sociólogo e professor do Mackenzie Rodrigo Prando.
Na reta final do primeiro turno, levantamentos por estado indicam Lula à frente no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com força no Sul e no Centro-Oeste. Para Prando, porém, o mapa regional não é suficiente para antecipar o resultado.
Ele destacou o peso dos maiores colégios eleitorais: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo o sociólogo, a diferença entre os candidatos nessas regiões está apertada, e as pesquisas estaduais também não incorporam a possível abstenção de eleitores.
Prando afirmou que a análise por estados permite identificar tendências, mas não define a margem final da eleição. Na avaliação dele, o equilíbrio leva as campanhas a buscar grupos específicos do eleitorado, incluindo os mais jovens e os mais idosos.
“Eu tendo a crer que a vantagem do vencedor para o derrotado será menor do que foi a vantagem do Lula para o Jair Bolsonaro em 2022”, disse o professor.
Soberania no debate político
Ao comentar a dimensão internacional da disputa, Prando mencionou uma conexão entre grupos de extrema direita e avaliou que o tema da soberania deveria ter ocupado mais espaço no debate político.
“Eu imaginei que o tema da soberania seria muito mais forte no debate político do que foi”, afirmou. O sociólogo também disse que as exigências dos Estados Unidos ao Brasil, segundo ele semelhantes às feitas a outros países, alcançam uma questão que classificou como próxima da insanidade.









