Uma análise publicada neste domingo (27.set.2026) apresenta a família Bolsonaro como um grupo atravessado por disputas internas e compara sua atuação política à de Donald Trump. O texto descreve o clã como radical e disfuncional, dividido entre o conservadorismo e o caos.
O ponto de partida é um vídeo em que Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado, critica Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência. A análise retrata Michelle como uma figura de forte influência e como apoio de Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar. Se eleita, ela poderia assumir o mandato de maior alcance nacional entre os integrantes do grupo e usá-lo como trampolim para projetos futuros.
Os papéis na família
Flávio, identificado como “01”, tenta ocupar uma posição moderada e se apresentar como um Bolsonaro mais experiente. O texto, porém, menciona dúvidas sobre sua experiência por nunca ter exercido cargo executivo e cita episódios controversos.
Carlos Bolsonaro, o “02”, aparece como responsável pela estratégia nas redes sociais e pela linguagem agressiva da ala radical. A análise também afirma que ele mantém relações frias ou inexistentes com Michelle. Eduardo Bolsonaro, o “03”, é descrito como o integrante mais ideológico e alinhado a Donald Trump.
O conteúdo associa o governo de Jair Bolsonaro à aproximação com Donald Trump, ao aumento do desmatamento da Amazônia e à gestão da pandemia de Covid-19. A comparação com a família Trump é resumida pela afirmação de que os dois grupos combinam celebridade, redes sociais e busca pelo poder.
Disputa eleitoral
A campanha de 2026 é relacionada ao vazamento de um áudio no qual Flávio pede recursos a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para financiar “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro protagonizada por Jim Caviezel.
Alexandre de Moraes é apresentado como figura central na derrocada judicial de Jair. A relação com Vorcaro, ainda segundo a análise, reacendeu entre bolsonaristas a acusação de perseguição contra o ministro e teria permitido a Flávio deslocar o foco das investigações sobre o financiamento do filme.
Uma eventual vitória de Flávio teria entre as prioridades a anistia e a libertação de Jair Bolsonaro, além da reaproximação com os EUA e governos conservadores. Em caso de derrota, aliados e o ex-presidente admitem a possibilidade de encerramento da “era Bolsonaro”, com espaço para nomes mais moderados da direita, como Tarcísio de Freitas.








