O Departamento de Justiça (DOJ) do governo de Donald Trump afirmou ao Judiciário dos Estados Unidos que a administração pode impedir jornalistas de acessar espaços públicos federais em nome da segurança nacional.
A manifestação foi enviada na noite de terça-feira (22), em resposta a uma ação apresentada em um tribunal federal em Washington por CNN, MS NOW e Politico. Jornalistas dos três veículos foram impedidos de entrar na Casa Branca por determinação de Trump.
Argumentos do governo
Na manifestação, o DOJ declarou que “o acesso à Casa Branca é um privilégio, não um direito”. A pasta também afirmou que o governo pode controlar a entrada de repórteres em áreas presidenciais restritas, como o Salão Oval, inclusive por razões relacionadas a pontos de vista.
O departamento acrescentou que o presidente identificou uma série de incidentes jornalísticos que teriam ameaçado a segurança nacional e que essas reportagens gerariam preocupações diretas nessa área.
Trump anunciou o veto na sexta-feira (18) e afirmou que os veículos de comunicação publicam “fake news”. Na terça-feira (22), a Casa Branca enviou cartas aos três órgãos, com as justificativas para proibir a entrada de seus jornalistas na sede da Presidência americana.
A carta encaminhada à CNN mencionou reportagens sobre os planos de Trump de construir um bunker “ultrassecreto” sob o salão de festas da Ala Leste da Casa Branca, que está sendo construído, além de matérias sobre a guerra com o Irã.
ABC, CBS, Fox News e NBC concordaram em suspender a cobertura conjunta de eventos com participação de Trump, em solidariedade aos jornalistas impedidos de entrar na Casa Branca.








