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Política

São Paulo monitora menos de 0,5% dos agressores com tornozeleira

Cerca de 400 homens usam o dispositivo, enquanto mais de 95 mil medidas protetivas foram aprovadas pelo TJ-SP no período analisado.

Tarcísio omite que menos de 1% dos agressores de mulheres usam tornozeleira
Foto: Aloisio Mauricio - 09.ago.26/Estadão Conteúdo

Cerca de 400 agressores de mulheres são monitorados por tornozeleira eletrônica em São Paulo. O número equivale a menos de 0,5% das mais de 95 mil medidas protetivas aprovadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo de janeiro a julho deste ano.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, costuma apresentar o estado como pioneiro no uso do dispositivo e afirma que pretende ampliar o programa. Em evento sobre combate à violência contra a mulher, disse que não houve reincidência nem feminicídio entre mulheres protegidas por medidas cujos agressores eram monitorados.

Como funciona o monitoramento

O uso da tornozeleira depende de autorização judicial. Quando o agressor sai da área permitida e se aproxima da vítima, um alerta é disparado automaticamente e uma viatura é acionada para prendê-lo por descumprimento da medida protetiva. A possibilidade foi incluída em uma lei federal em abril deste ano.

A legislação também determina prioridade para o monitoramento em casos de descumprimento de medidas protetivas. Antes, o uso do dispositivo previsto na Lei Maria da Penha era opcional.

A Secretaria da Segurança Pública informou que, desde a implantação do programa, em setembro de 2023, até o final de agosto, mais de 1.400 agressores foram monitorados. No período, 157 foram presos por descumprir medidas protetivas. Estudos avaliam a ampliação da iniciativa, atualmente disponível na capital paulista, em Santos e em Sorocaba.

Promessas de campanha

A campanha de Tarcísio afirma que a decisão sobre o monitoramento é da Justiça e que cabe ao governo oferecer a estrutura e acompanhar os casos determinados pelos juízes. A equipe também diz que o programa está em expansão e prevê ampliar o uso do dispositivo no estado, principalmente em situações de maior risco.

São Paulo registrou 141 feminicídios no primeiro semestre deste ano, contra 128 ocorrências no mesmo período de 2025, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

Entre as propostas do governador para buscar o apoio das eleitoras estão a criação de um cadastro de agressores, a restrição para que esses homens assumam cargos públicos ou tenham acesso à fila de moradias da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano e a ampliação das Delegacias da Mulher 24 horas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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