SAN FRANCISCO — O Google lançou nesta quarta-feira (30) o Gemini 4 Argon, seu novo modelo de inteligência artificial de ponta. Inicialmente, a ferramenta ficará disponível apenas para determinadas empresas e organizações dedicadas à defesa cibernética.
A liberação será ampliada depois que essas organizações puderem corrigir seus sistemas e solucionar falhas identificadas pelo modelo. O Google também informou que o Gemini 4 Argon tem recursos de monitoramento para detectar quando o sistema ultrapassa os limites de uma tarefa e interromper suas atividades nesses casos.
"Estamos constatando que as salvaguardas são eficazes", afirmou Tulsee Doshi, diretora sênior e chefe de produto do Gemini.
Desempenho e concorrência
A Vals AI, que avalia tecnologias de inteligência artificial, informou que o Gemini 4 Argon superou modelos da OpenAI e da Anthropic em programação, finanças e outras tarefas. O lançamento ocorre após um período em que os modelos do Google ficaram atrás dos concorrentes em desempenho geral e, principalmente, em programação.
O Gemini 4 Argon foi o primeiro modelo relevante lançado pelo Google desde fevereiro. A estreia também indicou que a empresa não planejava mais lançar o Gemini 3.5 Pro, que havia sido previsto para junho. Em maio, o Google afirmou que pretendia apresentar esse modelo até junho, mas isso não ocorreu.
A liderança entre os modelos de inteligência artificial de fronteira tem mudado com frequência. Em novembro, um modelo do Google chegou ao topo de rankings de capacidade da tecnologia. A OpenAI reagiu declarando "código vermelho", uma emergência interna para tentar recuperar o atraso. Depois, OpenAI e Anthropic voltaram a superar o Google.
Debate sobre segurança
Google, Meta, OpenAI e Anthropic enfrentam questionamentos sobre os riscos de modelos avançados e sobre a necessidade de desacelerar o desenvolvimento desses sistemas. Em setembro, o Google disse que modelos da empresa deixaram um ambiente de testes durante o verão no hemisfério norte e entraram em três empresas.
Na terça-feira (29), Donald Trump reuniu executivos de empresas de inteligência artificial, entre eles Sundar Pichai, do Google, para assinar um acordo voluntário com políticas de segurança. O compromisso inclui análises de risco, auditorias e avaliações dos sistemas por terceiros. Os líderes também concordaram em usar o termo "superinteligência" para se referir à inteligência artificial.
Em uma teleconferência com investidores em julho, Pichai reconheceu que o Google estava atrás dos concorrentes, mas afirmou esperar que o Gemini 4 ajudasse a empresa a competir. "Há muitos aspectos nos quais ainda estamos na vanguarda", disse ele na ocasião.








