SÃO PAULO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira (15), durante um evento de campanha na Avenida Paulista, que políticos presentes na lista de contatos de Daniel Vorcaro ou envolvidos nas investigações relacionadas ao ex-banqueiro não deveriam receber votos caso sejam condenados.
"Quem está na lista do Vorcaro e for condenado, não merece o seu voto", disse Cury. Ele também pediu ao ministro Fachin e aos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que façam um julgamento público, televisionado e rápido dos envolvidos em crimes. Na avaliação do candidato, a demora pode prejudicar a capacidade de informação e decisão dos eleitores em 4 de outubro.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o STF analisou a possibilidade de abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por uma suposta relação com Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A sessão terminou sem decisão depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino. É a primeira vez que a Corte examina a abertura de uma investigação criminal contra um de seus próprios ministros.
Vorcaro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero. As investigações apuram suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e à tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Informações retiradas do celular do ex-banqueiro estão entre os elementos analisados pelo STF.
Juros e gastos públicos
Ao falar sobre as demandas ouvidas durante o evento, Cury mencionou o endividamento das famílias e defendeu a redução dos juros com responsabilidade fiscal. Ele afirmou que pretende auditar a máquina pública, reduzir gastos e revisar cargos políticos, preservando os funcionários públicos.
O candidato disse ter conversado com eleitores na Paulista e relatou ter ouvido pessoas que perderam a esperança no Brasil. Também afirmou que encontrou críticas ao STF, ao Congresso Nacional e ao Executivo.
Cury apresentou sua candidatura como uma alternativa à polarização entre direita e esquerda. "Estou me candidatando para tentar unir o Brasil", declarou.








