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Claudete Velloso fez do Carnaval e das viagens caminhos para reunir pessoas

Mãe de três filhos, costureira, pintora e auxiliar de enfermagem, Claudete morreu aos 82 anos, em 26 de agosto.

Claudete Velloso fez do Carnaval e das viagens caminhos para reunir pessoas
Foto: Arquivo pessoal

O Carnaval foi uma das principais formas encontradas por Claudete Ribeiro Velloso para manter familiares e amigos próximos. Torcedora de Vai-Vai e Portela, ela coordenou por anos a ala das Baianas da Sociedade Rosas de Ouro e levava os filhos a ensaios e desfiles no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Foi nesse ambiente que Vitor Velloso, músico e mestre de bateria da escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, construiu sua trajetória. Sobre a mãe, ele diz: “Ela nunca teve medo de começar de novo”.

Claudete também promovia excursões para a Caverna do Diabo, no Vale do Ribeira, e para o Banho da Doroteia, em Ilhabela (SP). Os ônibus partiam da frente da casa dela com parentes e amigos.

Uma vida de mudanças

Nascida em Joinville (SC), Claudete deixou a cidade de navio com a mãe e a irmã quando tinha um ano, com destino ao Rio de Janeiro. Passou a infância em Campos dos Goytacazes, onde viveu até os 11 anos na casa da avó, benzedeira e parteira.

Na residência, pessoas procuravam atendimentos espirituais relacionados à entidade Vovó Maria Conga, uma preta-velha. Claudete manteve as lembranças do quintal, das árvores frutíferas e da fé presente naquele período.

Mais tarde, morou com parentes no Rio de Janeiro e se mudou para São Paulo aos 18 anos. Trabalhou como monitora de crianças, corretora de imóveis e vendedora. Como auxiliar de enfermagem, atuou nos hospitais Bandeirantes, Clínicas e Santa Paula, onde encerrou a carreira.

Depois de se aposentar, fez curso de costura, pintou e se dedicou à culinária. Pães, salgados e tortas eram preparados para reunir pessoas. “Cozinhar era também uma forma de dizer ‘eu gosto de você’”, afirma Vitor.

Família

O marido, Carlos Alberto Velloso, chamava Claudete de Zica por causa da personalidade forte. Viúva, ela manteve por ele um amor que o filho considera eterno. Claudete morreu em 26 de agosto, aos 82 anos, por uma parada respiratória associada a um câncer de intestino. Deixa Paulo César, Valéria e Vitor, um filho de coração, o enteado Ricardo e seis netos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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