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Guilherme Derrite: trajetória política e controvérsias na segurança pública

Ex-secretário de Segurança de São Paulo, Derrite disputa o Senado em 2026 pelo Progressistas e defende o endurecimento contra o crime.

Quem é Guilherme Derrite? Entenda as polêmicas do candidato ao Senado em São Paulo
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/editada com IA

Guilherme Derrite disputa uma vaga no Senado por São Paulo em 2026 pelo Progressistas (PP), após atuar como secretário de Segurança Pública no governo de Tarcísio de Freitas e como deputado federal. Policial militar da reserva, ele construiu sua carreira política com foco no endurecimento da segurança pública.

Nascido em Sorocaba, Derrite ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 2003. Passou pelo 14º Batalhão e pela Rota, unidade de elite da Polícia Militar paulista. Em 2018, foi para a reserva e iniciou a carreira política. Naquele ano, foi eleito deputado federal pelo PP com 119.034 votos. Em 2022, reelegeu-se pelo PL, então partido de Jair Bolsonaro, com 239.772 votos.

Segurança pública

Durante sua passagem pela Secretaria de Segurança Pública, São Paulo registrou aumento das mortes provocadas por policiais militares em serviço: foram 262 em 2022, 357 em 2023, 653 em 2024 e 672 no ano seguinte. As Operações Escudo e Verão, iniciadas em julho de 2023 após a morte do soldado Patrick Bastos Reis, na Baixada Santista, resultaram oficialmente em 84 mortes de civis e três de policiais militares.

Relatórios da Defensoria Pública paulista, de grupos de pesquisa e do Instituto Vladimir Herzog reuniram denúncias de tortura, invasões de domicílios, alteração de cenas de crime e obstrução de câmeras corporais. Em outubro de 2025, Derrite classificou as denúncias como “mentirosas” e “infundadas”.

Caso Gritzbach e atuação no Congresso

O empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi morto no Aeroporto Internacional de Guarulhos em novembro de 2024. Em 2025, o Ministério Público denunciou 18 policiais militares por crimes relacionados ao caso. Derrite também foi questionado após divulgar o nome e a fotografia de Kauê do Amaral Coelho, apontado como monitor do empresário antes do assassinato.

Na Câmara, Derrite relatou o Projeto de Lei 5.582/2025, que originou o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, conhecido como Lei Antifacção. A Polícia Federal criticou mudanças que poderiam limitar sua atuação em investigações de organizações criminosas.

Derrite deixou definitivamente a Secretaria de Segurança Pública em dezembro de 2025 e voltou à Câmara. Em 2026, lançou a candidatura ao Senado pelo Progressistas, com apoio de Tarcísio de Freitas e alinhamento à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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