O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, pediu que apoiadores produzam vídeos para divulgar sua campanha depois que o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a propaganda eleitoral digital e a participação dele em debates.
A convocação foi feita em áudio divulgado no perfil de Renan no Valete Plus. O candidato disse acreditar que a decisão poderá aumentar o interesse do público por sua candidatura. “Muita gente vai começar a querer saber quem eu sou”, afirmou.
Renan também declarou que espera crescer nas pesquisas apesar da restrição às redes sociais. Para tentar reduzir os efeitos da suspensão, pediu que os apoiadores publiquem vídeos explicando os motivos do apoio e comentando a decisão judicial. “Produzam conteúdo aos milhares”, disse.
A decisão de Toffoli considerou irregularidades na informação dos perfis que seriam usados pela campanha. Renan e o vice, Aroldo Medina, apresentaram o registro da chapa ao TSE em 7 de agosto, mas não incluíram inicialmente todas as redes sociais previstas para a propaganda.
A relação foi atualizada 12 dias depois, em 19 de agosto, com a inclusão de 16 perfis. Para o ministro, a comunicação fora do prazo poderia permitir que contas ainda não informadas continuassem alcançando usuários por meio dos sistemas de recomendação das plataformas.
Toffoli avaliou que essa situação poderia dar vantagem à candidatura enquanto os perfis não estivessem submetidos ao controle da Justiça Eleitoral. A decisão também suspendeu a participação de Renan em debates.
O candidato contestou a justificativa. Ele afirmou que a campanha enfrentou falhas no sistema do TSE usado para cadastrar as redes sociais e que os problemas foram comunicados ao tribunal. Renan também disse que outras candidaturas tiveram dificuldades semelhantes e que sua equipe corrigiu as informações antes de qualquer solicitação do Ministério Público.







