O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão temporária do ex-vereador de São Paulo Milton Leite, do União, investigado por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi tomada nesta quarta-feira (23) pelo ministro Rogério Schietti, que negou um habeas corpus apresentado pela defesa.
Leite foi preso na Operação Vectura Corrupta, que apura suspeitas de infiltração do PCC em empresas de ônibus. O ex-vereador nega qualquer irregularidade.
Decisão
Schietti considerou legal a decisão individual do desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que autorizou a prisão. O ministro afirmou que a medida é necessária para o prosseguimento da investigação, diante de indícios de autoria e participação atribuídos a Leite.
Na decisão, Schietti também apontou que só poderá analisar o mérito do habeas corpus depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo julgar o caso de forma colegiada. Leite é apontado como gestor direto de empresas controladas pelo PCC e proprietário de fato da Transwolf.
A operação ocorreu no dia 17. Leite chegou a ser considerado foragido, mas se entregou no dia seguinte em uma delegacia de Mogi das Cruzes. Na ocasião, afirmou ser inocente: “Eu não cometi nenhum crime e nada devo. Eu nego todas as acusações e tenho convicção de que sou inocente.”
O sistema de peticionamento do STJ registra que a defesa apresentou embargos de declaração para contestar a decisão nesta tarde.








