NOVA YORK — A Rússia não pretende interromper as operações militares na Ucrânia durante eventuais negociações de paz, afirmou nesta quarta-feira (23/9) o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, em reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Lavrov disse que a decisão se baseia na experiência anterior e que a suspensão dos combates não ocorrerá independentemente do formato das conversas. “Tendo aprendido com a amarga experiência, não iremos interromper a operação militar especial (guerra) durante o período de negociações, seja qual for o formato”, afirmou.
O chanceler russo declarou que uma pausa atenderia a interesses europeus. Segundo ele, países da Europa poderiam aproveitar a interrupção para recompor os estoques de armas da Ucrânia. Lavrov também acusou o governo ucraniano de recorrer a métodos terroristas.
A declaração ocorreu enquanto autoridades russas e norte-americanas mantêm contatos diplomáticos sobre o conflito. Nesta quarta, Lavrov se reuniu com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.
Convite a Putin
Após o encontro, Rubio anunciou que os Estados Unidos convidaram o presidente russo, Vladimir Putin, para participar da cúpula do G20, marcada para dezembro, em Miami, na Flórida. O secretário afirmou esperar que Putin aceite e disse que o diálogo entre pessoas com divergências é necessário para buscar soluções para problemas internacionais.
O Kremlin informou que avalia o convite por meio dos canais diplomáticos.
Reuniões com Trump
Na terça-feira (22/9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Nova York. Depois da reunião, Trump afirmou que os dois governos trabalhavam em uma solução para encerrar a guerra.
Zelensky disse ter discutido uma possível trégua no setor energético e formas de avançar para o fim do conflito. Ele também defendeu uma reunião com Trump, Putin e ele próprio.
Nesta quarta, na Assembleia Geral da ONU, Zelensky pediu pressão internacional contra a Rússia. Ele chamou Putin de “paciente zero” da guerra e afirmou que o líder russo deveria ser impedido de ampliar o conflito.








