Janja da Silva participou de quase 30 comícios da campanha pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva entre 16 de agosto e 3 de outubro. Sem cargo formal, ela também esteve envolvida em reuniões internas, na organização de atos e em discussões estratégicas.
A primeira-dama despachou diretamente com Edinho Silva, presidente do PT, e com o marqueteiro Raul Rabelo. Entre as decisões atribuídas a ela está a participação da cantora Fafá de Belém no lançamento da campanha, realizado em São Bernardo do Campo.
Ao longo do período eleitoral, Janja manteve uma agenda própria e discursou com frequência. Dos 48 compromissos divulgados entre 16 de agosto e 3 de outubro, sete foram relacionados diretamente às mulheres. Nos eventos, ela defendeu pautas femininas e buscou ampliar a comunicação de Lula com outros segmentos do eleitorado, incluindo os evangélicos.
Religião e defesa de Lula
No lançamento da campanha, em 16 de agosto, Janja cantou o jingle “Tapete Vermelho” ao lado do cantor e pastor Kleber Lucas. A música apresenta Lula como “filho do Nordeste” e afirma que ele não precisa de trono porque “é do povo”. Em 22 de agosto, os dois voltaram a cantar a composição em um ato no Rio de Janeiro.
A atuação religiosa também apareceu em setembro, durante um ato em Teresina, quando Janja chamou Lula de “verdadeiro ungido de Deus”. A declaração ocorreu após o apoio de Michelle Bolsonaro ao ministro André Mendonça, descrito por ela como “escolhido e ungido do Senhor”.
Na controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida, Janja publicou uma imagem de Lula com a santa e depois apareceu no Planalto usando uma medalha da padroeira do Brasil.
Após uma fala de Lula em Belém, no Pará, sobre mulheres aprenderem a “tomar toque desde pequenas”, Janja atacou Nikolas Ferreira em Salvador e, dois dias depois, em Minas Gerais. Ela chamou o deputado de “piá de b*sta” e “mentiroso”, além de dizer que ele precisava “lavar a boca” para falar do presidente.
Antes da campanha, Janja já era alvo de críticas por declarações, viagens e gafes. Em 2024, usou as formas “abrido” e “cidadões globais”, além dos termos “faraona” e “inresponsável” em diferentes ocasiões.









