A população ocupada no Brasil atingiu 103,5 milhões de pessoas no trimestre encerrado em agosto de 2026, o maior nível da série histórica, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A força de trabalho também alcançou recorde, com 109,3 milhões de pessoas.
O contingente de ocupados cresceu 774 mil pessoas em relação ao trimestre encerrado em maio e aumentou 1,1 milhão na comparação com o mesmo período de 2025. Com isso, o nível de ocupação subiu de 58,6% para 58,9%.
Desemprego e subutilização
A taxa de desemprego ficou em 5,3%, uma redução de 0,3 ponto percentual no trimestre e também na comparação anual. O número de desempregados foi estimado em 5,8 milhões, com queda de 281 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e de 300 mil em 12 meses. As reduções correspondem a 4,6% e 4,9%, respectivamente.
A subutilização da mão de obra atingiu 15 milhões de pessoas, uma queda de 6,5% em um ano. Entre os subocupados por insuficiência de horas, o total recuou 6,2%, para 4,3 milhões. Já a população desalentada ficou em 2,4 milhões, estável no trimestre e 11,9% menor que no mesmo período de 2025.
Renda, carteira e setores
O emprego com carteira assinada no setor privado, sem incluir trabalhadores domésticos, chegou a 39,5 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. O resultado permaneceu estável no trimestre e na comparação anual.
A informalidade representou 37,5% da população ocupada, ou 38,8 milhões de trabalhadores. O rendimento real habitual foi de R$ 3.777, enquanto a massa de rendimento real alcançou R$ 385,6 bilhões, com alta de 1,4% no trimestre e de 4,8% em 12 meses. O rendimento cresceu 3,7% em um ano.
Indústria Geral e Construção tiveram os maiores avanços trimestrais, com 265 mil e 306 mil trabalhadores a mais, respectivamente. Na comparação anual, Transporte, armazenagem e correio cresceu 6,1%, com acréscimo de 358 mil trabalhadores. Os salários subiram 4% na Indústria, 4,8% no Comércio e 4,6% nos Serviços domésticos.








