João Pedro Rocha, conhecido como DJ JP, tornou-se nesta sexta-feira (11) o primeiro DJ com síndrome de Down a se apresentar no Rock in Rio 2026. Aos 23 anos, ele tocou no Artist Village, área destinada a artistas, convidados e profissionais do evento.
A carreira de JP começou a tomar forma em 2024, quando ele conheceu Rafael Nazareh, DJ e produtor responsável pela formação de DJs na AIMEC, onde o artista estudou. Com o apoio da família e a orientação de Nazareh, passou a desenvolver as técnicas necessárias para atuar profissionalmente.
“Eu nunca poderia imaginar que um dia eu chegaria ao Rock In Rio”, afirmou JP. Para ele, a experiência também representa a possibilidade de mostrar que a síndrome de Down não impede a realização de seus objetivos.
Trajetória musical
Criado em uma família ligada à música, JP frequentou desde cedo festas, shows, rodas de samba e blocos de rua. Essa vivência contribuiu para a formação de um repertório que reúne samba, MPB, pop e funk.
A estreia profissional ocorreu em 2025, no CasaBloco, no Jockey Club, no Rio de Janeiro. No início de 2026, ele se apresentou em Recife, abriu shows de Elba Ramalho e participou da programação do Galo da Madrugada. Em duas apresentações na Praça do Arsenal, tocou para mais de 20 mil pessoas.
Ao longo do ano, JP participou dos dois dias do Festival Harmonia, na Lagoa, e integrou, entre abril e julho, a turnê “Oitentação”, de Geraldo Azevedo. A convite do cantor, que completou 80 anos, ele abriu oito shows realizados em capitais brasileiras. Entre os locais estavam o Teatro Unimed, em São Paulo, e a Concha Acústica do TCA, em Salvador; as apresentações receberam públicos superiores a 5 mil pessoas.
No Rio, o DJ também participou da abertura da Árvore de Natal da Lagoa, com a Orquestra Sinfônica Petrobras. A apresentação foi exibida em telões no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas e no Parque da Catacumba. No verão, ele esteve no projeto Música no Deck, em São Conrado, com apresentações de Rodrigo Lorio, Oriente, Gabi Melin e Lagum.
JP prepara os sets de acordo com cada ocasião e combina ritmos brasileiros e contemporâneos. Entre suas referências, cita Lala K, Cris Pantoja, Doni, Pepe Jordão, Tropicals e MAM. Uma das partes mais importantes do trabalho, segundo o DJ, é ver o público animado e curtindo o som.








