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Filme transforma repertório operístico em fantasia sobre Orfeu e Eurídice

Longa dirigido por Paolo Gep Cucco e Davide Livermore combina ópera, cinema, arquitetura, pintura e referências pop.

Filme transforma repertório operístico em fantasia sobre Orfeu e Eurídice
Foto: Divulgação

A trilha sonora de Ópera! Canção para um Eclipse mistura árias conhecidas com uma canção pop para recontar a história de Orfeu e Eurídice. Disponível no streaming Reserva Imovision, o filme transporta o mito grego para um universo contemporâneo marcado por fantasia e tragédia.

A produção usa “Nessun Dorma”, de Turandot, e “Un Bel Dì Vedremo”, de Madama Butterfly, além de trechos associados a Carmen, La Boheme, La Traviata, Manon Lescaut e Tosca. As composições de Christoph Willibald Gluck ligadas à ópera inspirada no mito não foram escolhidas para a trilha.

Entre a ópera e o pop

A narrativa também incorpora “The Power of Love”, sucesso da banda Frankie Goes to Hollywood. A música foi escolhida por Paolo Gep Cucco, que a adotou como tema de seu casamento e a considerou adequada para o casal central do longa.

Para os diretores, a canção mantém o tom romântico e trágico presente em muitas árias. A escolha reforça a proposta de aproximar o pop, o barroco e a ópera em uma mesma obra.

No enredo, Orfeu e Eurídice são interpretados pelo tenor Valentino Buzza e pela soprano Mariam Battistelli. Após Eurídice ser assassinada no dia do casamento, Orfeu tenta negociar seu resgate no mundo dos mortos.

Cenários e referências visuais

Paolo Gep Cucco e Davide Livermore dirigem e concebem visualmente o filme. Os cenários remetem à pintura metafísica de Giorgio de Chirico e à arquitetura racionalista de Pier Luigi Nervi, enquanto efeitos especiais criam paisagens oníricas de aparência dramática.

O elenco inclui Vincent Cassel, Rossy de Palma e Fanny Ardant. Os figurinos são assinados pela grife Dolce & Gabbana.

A experiência dos diretores em espetáculos de ópera, cerimônias de premiação e eventos esportivos aparece na construção visual da obra. Livermore é diretor do Teatro Nacional de Gênova e comandou temporadas no La Scala, em Milão, além de encenar produções como Turandot e Macbeth.

“Dirigir ópera é como dirigir todas as artes de uma só vez”, afirma Livermore. Para Gep Cucco, o filme segue a lógica do melodrama ao reunir diferentes linguagens na mesma cena.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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