A animação “Galinha Pintadinha: O filme” chega aos cinemas nesta quinta-feira (1º), no ano em que a personagem completa 20 anos. Criada por Juliano Prado e Marcos Luporini, a ave azul protagoniza uma aventura para recuperar seu ovo, trocado por uma cegonha atrapalhada com o filhote de um gavião ameaçador.
O longa levou cerca de cinco anos para ser desenvolvido e envolveu cerca de 400 profissionais. Prado e Luporini dividiram as funções de diretores, roteiristas e produtores. A dupla também participou da criação das vozes, das ilustrações de conceito e do storyboard/animatic.
Visual inspirado no stop motion
A produção usa computação gráfica com escolhas que aproximam a imagem do stop motion. Os cenários, efeitos e movimentos de câmera rodam a 24 quadros por segundo, enquanto os personagens são animados a 12 quadros. A técnica deixa espaço para que o espectador complete mentalmente parte dos movimentos.
A textura dos personagens exigiu diferentes testes até a escolha do pelo. Segundo Juliano Prado, alguns frames demoravam quatro horas para ser renderizados. O trabalho chegou a atrasar o cronograma, mas foi mantido como parte da proposta estética do filme.
História e trajetória
A ideia central surgiu em mesas de criação com diferentes artistas. Para Marcos Luporini, a troca dos ovos permitiu abordar diversidade, superação, aceitação e maternidade. A história se passa antes dos acontecimentos dos clipes e concentra a narrativa em galináceos e outras aves.
O filme também amplia a personalidade da protagonista, que passa a falar. Personagens como o Doutor Peru foram desenvolvidos anteriormente nas peças de teatro da marca.
As primeiras músicas do projeto foram gravadas em 2002. Luporini afirmou que compôs aquelas canções pensando na própria criança interior, enquanto Prado já tinha filhas pequenas. A personagem começou no YouTube e se expandiu para DVDs, teatro, produtos licenciados, shows e conteúdo em diferentes idiomas.
A estreia ocorre na mesma semana da inauguração de uma área temática da Galinha Pintadinha no Beto Carrero World. Prado e Luporini disseram que os dois projetos começaram a ser discutidos há cerca de cinco anos e acabaram chegando ao público no mesmo período.
A equipe interna da Bromélia tem cerca de 20 e poucas pessoas, além de parceiros externos. A marca mantém audiência no Brasil, na América Latina, nos Estados Unidos, na Europa e em outros mercados. O repertório foi traduzido inicialmente para sete línguas, e a distribuição também alcançou países da Ásia, a Rússia, a Índia e o Oriente Médio.








