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“Habeas Corpus” leva erros judiciais e racismo dos tribunais à Netflix

Produção acompanha advogada que reúne estudantes para revisar condenações e foi construída com pesquisa em casos reais.

“Habeas Corpus” leva erros judiciais e racismo dos tribunais à Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

Casos reais, visitas a tribunais e conversas com voluntários do Innocence Project Brasil serviram de base para “Habeas Corpus”, primeira série jurídica brasileira da Netflix. A produção estreia nesta quarta-feira no catálogo da plataforma, com oito episódios.

O projeto brasileiro revisa erros do judiciário e, há dez anos, atua em São Paulo. Ele integra uma franquia global que já reverteu a condenação de 624 inocentes. Para desenvolver a trama, Luiz Villaça e a equipe de roteiristas consultaram integrantes da instituição e acompanharam julgamentos. A Netflix também contratou advogados para verificar a veracidade da história.

Uma advogada e seus alunos

Na ficção, Inez, interpretada por Marjorie Estiano, abandona a atuação como advogada criminalista depois de ser atingida por um tiro em um atentado. Ela passa a dar aulas e escolhe estudantes para ajudá-la a tentar inocentar um homem preso injustamente.

A estratégia se aproxima da premissa de “How to Get Away with Murder”, série americana protagonizada por Viola Davis. A produção chegou ao Brasil em 2015 e foi retirada do catálogo da Netflix um ano antes da estreia de “Habeas Corpus”. Villaça, porém, nega que a obra brasileira tenha sido inspirada na série estrangeira.

“Nosso sistema judicial é completamente diferente do mostrado nas séries de fora. A gente se baseou em documentários”, afirma o diretor, que cita a documentarista Maria Ramos como referência para a investigação da Justiça brasileira.

Desigualdade e racismo

A história divide o protagonismo entre Inez, que é branca, e Marina, estudante negra e pobre interpretada por Any Gabrielly. A personagem tem razões secretas para se aproximar da advogada e precisa conciliar as aulas com os cuidados do filho.

A produção aborda a desigualdade socioeconômica e cultural, além do racismo nos tribunais, da corrupção da Justiça e dos preconceitos do sistema prisional. “Sou preta, nasci pobre, e já fui deixada na mão pela Justiça. Eu conhecia essa hostilidade que pessoas vulneráveis enfrentam”, diz Gabrielly.

A atriz ficou conhecida aos nove anos? Não: ela foi escalada há nove anos para o grupo musical Now United, quando era adolescente. Antes da fama e do dinheiro, viveu em bairros da periferia de São Paulo.

“Habeas Corpus” também marca a primeira obra original da Netflix com Marjorie Estiano no elenco. A atriz já havia pesquisado o sistema judiciário para interpretar a socialite Ângela Diniz em uma minissérie da HBO lançada no ano passado.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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