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Disputa por sete aquarelas de Auschwitz chega à Justiça dos Estados Unidos

Filhas de Dina Gottliebova Babbitt pedem a devolução de pinturas feitas pela artista durante a prisão no campo nazista.

Disputa por sete aquarelas de Auschwitz chega à Justiça dos Estados Unidos
Foto: Reprodução

As filhas de Dina Gottliebova Babbitt pedem à Justiça dos Estados Unidos o reconhecimento de que a mãe era proprietária de sete aquarelas mantidas pelo Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Michele Babbitt Kane e Karin Wendy Babbitt também querem a devolução das obras e indenização em valor não especificado.

A ação foi apresentada ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia. As autoras afirmam que Babbitt nunca vendeu, cedeu ou transferiu voluntariamente as pinturas, produzidas durante sua prisão em Auschwitz-Birkenau.

O museu diz que pretende manter as aquarelas por seu valor histórico e educativo. Pawel Sawicki, porta-voz do Memorial de Auschwitz, afirmou que elas estão entre os poucos registros remanescentes ligados aos experimentos de Josef Mengele com prisioneiros roma. “As aquarelas devem permanecer no Memorial”, disse.

Seis obras foram adquiridas pela instituição em 1963 de um sobrevivente do campo; a sétima entrou no acervo em 1977. O museu afirma que defenderá, com base nas leis polonesas e no estatuto da instituição, que os objetos do antigo campo pertencem ao Estado.

Pinturas feitas sob coerção

Babbitt nasceu na Tchecoslováquia em 1923 e deixou as aulas de arte em 1939, após a invasão alemã. Em janeiro de 1942, ela e a mãe foram enviadas a Theresienstadt e, no ano seguinte, transferidas para Auschwitz.

No campo, a artista pintou imagens de “Branca de Neve e os Sete Anões” e figuras de animais. Depois, segundo a ação, Mengele ordenou que ela fizesse retratos em aquarela de prisioneiros escolhidos para seus experimentos. Babbitt afirmou que aceitou com a condição de que ele poupasse sua vida e a da mãe das câmaras de gás.

As pessoas retratadas foram posteriormente assassinadas. Pelo menos seis das obras receberam a assinatura “Dinah 1944”, grafada a lápis.

Babbitt morreu aos 86 anos, poucos meses depois de dizer, em um vídeo de 2009, que queria segurar as pinturas novamente. Ao longo da vida, ela recorreu a autoridades americanas para tentar obter a restituição.

Após ser libertada, mudou-se para os Estados Unidos e trabalhou por quase 20 anos como assistente de animação em Hollywood. Ela ajudou a produzir personagens como Coyote, Piu-Piu e Patolino.

A disputa também se apoia no Código de Processo Civil da Califórnia. Em 2024, a legislação concedeu prazo de dois anos para ações relacionadas a obras de arte da era do Holocausto que poderiam estar prescritas.

Além da devolução, as filhas pedem uma declaração de propriedade em favor da mãe. O museu cita a lei polonesa de 1947 que criou a instituição, a Lei Polonesa dos Museus de 1996 e seu estatuto, emitido pelo Ministério da Cultura e do Patrimônio Nacional. A instituição afirma que retirar qualquer peça do acervo representaria “dano irreparável”.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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