TEL AVIV — John Malkovich cancelou a apresentação de “The Music Critic” em Tel Aviv, marcada para abril, depois que produtores divulgaram uma declaração falsa atribuída a ele.
O comunicado dizia que o ator estava muito feliz por voltar a Israel e esperava reencontrar o público local, por quem teria proximidade e solidariedade. A frase foi publicada por veículos de imprensa de Israel e dos Estados Unidos.
Malkovich afirmou que não fez as declarações nem foi consultado antes da divulgação. “Eu não disse essas frases e elas certamente não foram aprovadas por mim, nem refletem meus sentimentos”, declarou. O ator disse que, por esse motivo, não poderia participar da apresentação.
Alon Yurik, produtor israelense do espetáculo, afirmou que a atribuição ocorreu por causa de um “erro humano”. Segundo ele, a produção procurou os veículos de imprensa para retirar a declaração e corrigir as reportagens, além de pedir desculpas. “Lamento que o incidente tenha chegado ao ponto de a apresentação ser cancelada”, disse Yurik.
Contexto cultural
Israel tem enfrentado isolamento cultural por causa da guerra em Gaza, da violência de colonos e da ocupação militar da Cisjordânia. Artistas internacionais se recusaram a se apresentar no país, e o Festival de Israel foi realizado neste ano sem atrações internacionais.
“The Music Critic” é uma comédia que combina música clássica e críticas a compositores mundialmente famosos. Malkovich já havia se apresentado em Israel e afirmou que participar de um evento no país não significa concordar com seus líderes ou políticas.
O ator foi indicado duas vezes ao Oscar. Entre seus trabalhos estão “Ligações Perigosas”, “Na Linha de Fogo” e “Con Air — A Rota da Fuga”. Em 1999, interpretou uma versão fictícia de si mesmo em “Quero Ser John Malkovich”.








