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Milo J leva raízes argentinas ao mundo e prepara novos caminhos musicais

Após conquistar público no Brasil e vencer o Prêmio Gardel, o argentino diz que quer buscar um som, não um gênero.

Milo J leva raízes argentinas ao mundo e prepara novos caminhos musicais
Foto: Van Campos/Fotoarena/Agência O Globo

O argentino Milo J encerrou duas apresentações lotadas na Audio com uma promessa de retorno ao Brasil e uma recepção que, segundo ele, renovou sua disposição para fazer turnês. Aos 19 anos, o cantor também ampliou sua projeção internacional com o álbum “La Vida Era Más Corta”, guiado por ritmos tradicionais da Argentina e da América Latina.

O disco combina chacarera, milonga e murga com uma produção contemporânea. O trabalho inclui participações de Trueno, Sílvio Rodríguez e Mercedes Sosa, presente em uma gravação de 2007 recuperada para a faixa “Jangadero”. O álbum foi lançado há um ano, depois de Milo assinar contrato com a Sony.

Da internet ao reconhecimento

Nascido em Morón, na periferia de Buenos Aires, Camilo Joaquín Villarruel é autodidata e nunca estudou canto. Ele começou em batalhas de rap na adolescência e publicou músicas nas redes sociais em 2021. Em 2022, “Milagrosa” viralizou no TikTok e o levou para fora do circuito underground. Na sequência, lançou “111”, em 2023, e “166”, em 2024.

Em abril, tornou-se o artista mais jovem a gravar um Tiny Desk, da NPR. A apresentação, feita com cinco músicos e o grupo uruguaio Agarrate Catalina, ultrapassou 19 milhões de visualizações. Um mês depois, Milo ganhou 12 estatuetas no Prêmio Gardel. Nesta semana, foi indicado a seis categorias do Grammy Latino, entre elas gravação e álbum do ano.

Música, origem e próximos passos

Em São Paulo, Milo afirmou que a produção do álbum representou uma descoberta pessoal. A obra aborda pertencimento, morte e identidade, além de recuperar a ideia de uma Argentina marrom, expressão relacionada à cor da pele e à classe social. “Para mim, a primeira cor da Argentina é o celeste e a segunda é o marrom”, disse.

O artista também contou que a música brasileira marcou sua formação, especialmente a bossa nova, o funk e o samba. Ele citou João Gomes e MC Hariel como possíveis parceiros de colaboração.

No mês que vem, Milo completa 20 anos. Sem anunciar um próximo projeto, ele diz que pretende viver novas experiências antes de decidir os rumos da carreira. “Quero buscar um som, mais do que um gênero”, afirmou.

A turnê de “La Vida Era Más Corta” termina em dezembro, na Argentina, com um show no estádio de Córdoba. Há planos de outras apresentações para o ano que vem. Sua mãe atua como empresária, e a irmã mais velha é sua stylist.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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