A Capcom retomou a franquia Onimusha com Way of the Sword, jogo de ação que combina duelos exigentes, poderes sobrenaturais e uma abordagem bem-humorada. A série estava dormente desde os anos 2000, quando ganhou espaço na geração do PlayStation 2, com exceção de remasterizações e derivados.
O combate exige equilíbrio entre ataques, bloqueios e esquivas. As lutas principais seguem uma lógica próxima à dos jogos do subgênero soulslike: o jogador precisa persistir, reagir com precisão e observar o padrão de movimentos de cada inimigo. As batalhas mais longas podem durar mais de dez minutos e concentram parte importante da experiência.
A manopla Oni
A história coloca Musashi Miyamoto diante de criaturas chamadas genma, que invadiram Kyoto, então capital do Japão, durante o período Edo, no século 17. Os monstros escaparam do inferno depois de derrotar os onis, criaturas míticas japonesas. A invasão é conduzida pelo general Minamoto no Yoshitsune, cuja morte não encerrou suas ambições.
Musashi é morto por um genma e chega ao lado dos demônios. Lá, recebe contra a vontade a manopla Oni, um dos símbolos da série. Preso ao braço, o equipamento concede poderes mágicos, permite absorver as almas dos inimigos derrotados e serve para aprimorar atributos e habilidades.
A maldição passa a ter utilidade para o protagonista, que pretende reunir almas suficientes para se livrar dela e voltar a viver entre os samurais. O personagem é uma recriação autorizada do ator Toshiro Mifune, morto em 1997. A inspiração principal vem da interpretação de Mifune na Trilogia Samurai, dos anos 1950, dirigida por Hiroshi Inagaki.
Excesso fora do caminho principal
O jogo alterna trechos lineares e áreas livres, além de confrontos contra inimigos comuns e demônios poderosos. Os chefes ampliam a escala das lutas e revelam gradualmente um Musashi fanfarrão, mas também bruto e de bom coração.
A estrutura tem atividades secundárias rasas e repetitivas. As áreas abertas acontecem em um mundo pouco reativo, que oferece poucos motivos para explorar além da ambientação histórica. O jogador pode preferir liberar atalhos de viagem para chegar mais rapidamente às missões principais.
Mesmo com essas limitações, é possível ignorar o conteúdo opcional e seguir pelas batalhas. O resultado é uma aventura de visual exuberante, controles precisos e uma história de personalidade marcada pela mistura entre figuras históricas do Japão, invasões demoníacas e o histrionismo dos animes.








