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The Pitt aproxima médicos da rotina e dos dilemas da emergência

Profissionais de saúde elogiam o realismo da série, que recebeu 25 indicações ao Emmy e retrata a pressão de uma unidade de emergência.

The Pitt aproxima médicos da rotina e dos dilemas da emergência

A série “The Pitt” recebeu 25 indicações ao Emmy e se tornou uma referência de realismo para médicos e outros profissionais de saúde. Os vencedores serão anunciados nesta segunda-feira (14/9), em uma cerimônia em Los Angeles.

A produção acompanha a equipe do Centro Médico de Trauma de Pittsburgh. Cada episódio representa uma hora do dia, enquanto cada temporada tem 15 episódios. A narrativa concentra-se nos atendimentos, nas decisões clínicas e na pressão constante de uma unidade de emergência.

Uma rotina sem pausas

Barulho, ritmo acelerado e exigências sucessivas aparecem ao longo dos episódios. Procedimentos complexos e intervenções para salvar vidas são mostrados em detalhes gráficos, muitas vezes com sangue.

O protagonista é o doutor Michael Robinavitch, conhecido como Dr. Robby, um médico de pronto-socorro experiente e implacável. Noah Wyle interpreta o personagem. O ator, que integrou o elenco de “Plantão Médico”, também é produtor executivo e participa da equipe de roteiristas, que inclui médicos qualificados.

Tony Cirillo, presidente da American College of Emergency Physicians, afirmou que a série representa uma forma de reconhecimento para quem trabalha na área. “Finalmente nos sentimos valorizados por tudo o que passamos todos os dias”, disse.

Wyle participou de um debate em uma conferência com mais de 6 mil especialistas em medicina de emergência. Cirillo relatou que os profissionais se aproximavam do ator para agradecê-lo, em vez de apenas elogiar seu trabalho. Para ele, “The Pitt” funciona como uma validação da experiência dos médicos.

Saúde, desigualdade e identificação

A trama também aborda questões sociais e éticas. Entre os exemplos estão uma mulher que deixa a mãe doente no pronto-socorro e não é encontrada depois, além de conversas com pais que esperam pela sobrevivência dos filhos mesmo quando os médicos afirmam não haver esperança.

A série mostra ainda pacientes com dificuldades para pagar os custos do sistema de saúde dos Estados Unidos. No Reino Unido, onde a produção também se tornou popular, médicos associam os longos períodos de espera e a frustração dos pacientes aos problemas do NHS.

Fiona Hunter, vice-presidente do Royal College of Emergency Medicine na Escócia, disse que prefere não assistir à série logo depois do expediente. Entre os turnos, porém, considera a produção identificável. Rob Perry, médico no norte do País de Gales, afirmou que é reconfortante ver médicos e enfermeiros tentando oferecer o melhor atendimento.

Um retrato de problemas amplos

O professor Damian Roland, consultor de medicina de emergência, disse que os casos retratados podem se estender por 24 horas ou mais e refletem dificuldades enfrentadas por serviços de emergência em diferentes lugares. Sarah Tosh, enfermeira e consultora médica da série, destacou a cooperação entre os profissionais e o foco no atendimento de cada paciente.

Gerran Howell, que nasceu e cresceu no sul do País de Gales, passou por treinamento com outros atores. A preparação incluiu técnicas médicas, uso de manequins e prática de ressuscitação cardiopulmonar. O ator disse ter desenvolvido grande respeito pela profissão, mas afirmou que continuará atuando.

“The Pitt” está disponível para streaming na HBO Max.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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