Dallas Cowboys e Baltimore Ravens vão disputar, no próximo domingo, uma partida oficial de futebol americano no Maracanã. Será o primeiro jogo da NFL no estádio, que tem 76 anos, e o campo será desconhecido para as duas equipes.
Nesse cenário, as chuteiras terão papel importante na tração dos jogadores. Embora o gramado seja o mesmo usado no futebol e os calçados sejam parecidos, os modelos do futebol americano são desenvolvidos para funções específicas e contam com diferentes tipos de travas.
Modelos variam conforme a posição
Vinícius de Moura, running back do Recife Mariners, afirma que a chuteira é usada principalmente para garantir aderência ao gramado. Segundo ele, dominar a bola com os pés ou chutar não é uma prioridade no futebol americano, com exceção dos kickers e punters, responsáveis pelas jogadas de chute.
As travas em formato de seta são comuns entre os wide receivers, que atuam pelos lados do campo e precisam de mobilidade para escapar da marcação e receber passes dos quarterbacks. Já os Offensive e Defensive Linemen costumam preferir modelos com travas redondas e mais fundas, por atuarem no ponto onde a bola é colocada no início de cada jogada.
Evandro Bendito, diretor do Flamengo Imperadores, explica que a escolha também leva em conta o biotipo e a função do atleta. Linebackers, por exemplo, concentram nos pés a força usada para empurrar os adversários.
Alguns modelos têm suporte reforçado para o tornozelo, cano alto e revestimento de couro espesso. No futebol, a maioria das chuteiras é de cano baixo e feita de material sintético.
Vinícius diz preferir o modelo mais robusto, com couro e mais travas, por causa da posição de corredor. Ele relata que o calçado teve melhor desempenho em campos com lama e muito molhados, ao reduzir o risco de escorregões.
Chuteiras de futebol podem ser usadas no futebol americano, mas tendem a durar menos e podem elevar o risco de lesões. No Brasil, os modelos específicos também ficam mais caros por serem importados.








