Gabriel Delfim voltou a ser decisivo em uma disputa de pênaltis pelo Atlético-MG depois de assumir a vaga de Everson, que fraturou o pé esquerdo durante as disputas de mata-mata. O goleiro de 24 anos já havia vivido situação parecida na base do clube.
Há seis anos, Delfim era reserva do time Sub-20 quando Jean, então titular, não pôde terminar o campeonato. O jogador entrou na partida de volta da decisão do Brasileiro da categoria, vencida pelo Atlético nos pênaltis. O time havia ganhado o primeiro jogo por 2 a 1 em Belo Horizonte e perdido por 1 a 0 no Paraná.
Em entrevista à TV Câmara de Cubatão, Delfim afirmou que falhou no gol sofrido na segunda partida, mas defendeu uma cobrança na disputa decisiva e foi campeão.
Ação contra organizada
O goleiro também está envolvido em uma disputa judicial com uma organizada do Cruzeiro. A entidade produziu uma camisa com uma imagem de Delfim levando um soco do atacante. O jogador pediu indenização por dano moral de R$ 45 mil e alegou uso indevido de sua imagem.
O processo tramita na 5.ª Vara Cível de Belo Horizonte e ainda está em andamento. A defesa do atleta conseguiu uma liminar que proibiu a organizada de comercializar a camiseta.
Da linha para o gol
Natural de Simonésia, Minas, Delfim tem 1,92 m de altura e passou a infância no interior paulista. Ele começou em um projeto de Cubatão e depois atuou por Santo André e Portuguesa Santista, de Santos.
O goleiro iniciou a carreira no futsal, como jogador de linha, antes de ir para o gol. Do Sub-17 da Portuguesa Santista, foi avaliado por Mauro Branco, então observador técnico do Atlético, e seguiu para a mesma categoria do clube mineiro. A equipe santista manteve 30% dos direitos econômicos do atleta.
Em abril do ano passado, Delfim renovou o contrato com o Atlético até dezembro de 2029. A multa rescisória para o exterior passou a ser de 60 milhões de euros, próximo de R$ 390 milhões. Para o mercado nacional, o valor ficou em R$ 70 milhões.








