O técnico Dorival Júnior afirmou que os três campos do CT da Barra Funda apresentam problemas e que o São Paulo tem recorrido a improvisos para manter a rotina de treinamentos. A declaração ocorreu depois da vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, no último sábado à noite.
O campo 2 é o único que pode receber treinos completos sem restrições. O gramado passou por uma reforma em maio, com a instalação da mesma grama utilizada no Morumbis. A troca foi concluída, mas o espaço começou a ser usado com frequência antes do previsto, devido às condições dos outros campos. O uso antecipado prejudicou a recuperação e provocou sinais de sobrecarga.
Dorival disse que o trabalho também é afetado por pisos muito duros e por áreas molhadas, que reduzem a aceleração e a frenagem dos jogadores. Segundo o treinador, a situação pode ter relação com algumas lesões.
O campo 1, considerado o segundo em melhores condições, passou por uma reforma não planejada após uma praga. Parte da grama foi retirada, e a comissão técnica utiliza o local apenas em atividades com espaço reduzido, porque uma área está coberta somente por terra.
Já o campo 3 é usado com cuidado. Os profissionais tentam evitar as partes mais escorregadias e degradadas. O plano do São Paulo é reformar o gramado antes do início da próxima temporada.
Treinos e estrutura
Os problemas nos campos também foram apresentados pelo clube como justificativa para levar a Cotia os jogadores afastados por Dorival. O São Paulo afirmou que não havia condições de treinar esses atletas na Barra Funda sem aumentar a sobrecarga dos gramados.
O centro de treinamento foi fundado em abril de 1988 e completou 38 anos em 2026. O local tem 20 apartamentos duplos, sendo 16 destinados a atletas e quatro à comissão técnica. A estrutura inclui refeitório para 50 pessoas, piscina, campo de areia, quadra poliesportiva, arquibancada para 704 pessoas e quatro vestiários.








