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Esportes

SAFs e clubes tradicionais atraem empresários com bilhões em investimentos

Pedro Lourenço e Rubens Menin já controlam SAFs; Marcos Lamacchia e outros empresários tentam assumir equipes brasileiras.

SAFs e clubes tradicionais atraem empresários com bilhões em investimentos

A gestão de clubes brasileiros passou a atrair empresários que assumem participação direta nas decisões esportivas e financeiras. Pedro Lourenço controla a SAF do Cruzeiro, Rubens Menin é sócio majoritário da SAF do Atlético-MG, e Marcos Lamacchia venceu o leilão pela SAF do Vasco, embora a operação ainda dependa da aprovação dos conselhos do clube.

Cruzeiro e Atlético-MG

Pedro Lourenço de Oliveira, de 70 anos, fundou uma rede de supermercados com atuação em Minas Gerais e no Espírito Santo. A empresa tem mais de 400 lojas e faturamento de R$ 26 bilhões no último ano. Antes de comprar a SAF de Ronaldo Fenômeno, o empresário emprestou dinheiro ao Cruzeiro e se tornou conselheiro do clube.

Em 2015, ele emprestou R$ 6 milhões para a contratação de Arrascaeta junto ao Defensor, do Uruguai. Também é credor da associação, com mais de R$ 28 milhões a receber na Recuperação Judicial. Para adquirir 90% da SAF, desembolsou cerca de R$ 600 milhões. O acordo inclui R$ 100 milhões em dívidas convertidos em ações, R$ 150 milhões pagos em 2024 e R$ 350 milhões com quitação prevista ao longo de dez anos.

Nesta temporada, o Cruzeiro investiu mais de R$ 300 milhões em reforços e tem folha salarial estimada em R$ 30 milhões mensais. Não há cálculo divulgado por publicações especializadas para a fortuna total de Lourenço.

Rubens Menin Teixeira de Souza, de 70 anos, é engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Minas Gerais e atua nos setores de construção civil, mercado financeiro e telecomunicações. Ele possui 83,5% da SAF do Atlético-MG.

Em 2023, Menin, seu filho Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador compraram 75% da operação por cerca de R$ 913 milhões. Em maio, o Conselho aprovou aporte de R$ 530 milhões para, principalmente, quitar débitos bancários. Com a medida, Rubens e Rafael Menin tiveram aumento de 41,7% em suas participações. A dívida do clube é estimada em cerca de R$ 654 milhões.

Daniel Vorcaro, que chegou a deter cerca de 20% da SAF após aportes de R$ 100 milhões e R$ 200 milhões, foi afastado do Conselho de Administração depois de ser preso por suposto envolvimento no caso do Banco Master. A participação atual é dividida entre Rubens e Rafael Menin, com 83,5%, a associação, com 10%, e Galo Forte FIP, Daniel Vorcaro, Ricardo Guimarães e FIGA, com 6,5%. A Forbes estima a fortuna de Rubens Menin em R$ 9,2 bilhões.

Propostas pelo Vasco e pelo Guarani

Aos 47 anos, Marcos Lamacchia apresentou uma proposta que prevê R$ 500 milhões em aportes diretos no futebol, perdão de uma dívida de R$ 80 milhões e R$ 150 milhões para o centro de treinamento. O plano inclui ainda cerca de R$ 1,3 bilhão em dívidas e a cobertura do déficit de caixa dos próximos cinco anos, estimado em R$ 300 milhões anuais, ou R$ 1,5 bilhão no período. O pacote supera R$ 3 bilhões.

A empresa Almirante Participações S/A, de Lamacchia, venceu o leilão da SAF vascaína. A proposta foi encaminhada aos conselhos do clube, mas a venda ainda não foi concluída. Atualmente, a 777 Partners tem 31%, o Vasco possui 30% e os 39% restantes estão em disputa na câmara de arbitragem. Não há dado público exato sobre a fortuna individual de Lamacchia.

Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum e do São Bernardo, é o principal interessado na SAF do Guarani. Ele comprou o estádio Brinco de Ouro da Princesa por R$ 44 milhões. A proposta pelo clube prevê R$ 750 milhões, com possibilidade de chegar a R$ 1,075 bilhão. O modelo inclui R$ 400 milhões para o futebol em 20 anos e R$ 350 milhões para dívidas.

Outros empresários no futebol

Marcelo Marques pagou R$ 145 milhões para adquirir a gestão da Arena do Grêmio junto à Arena Porto-Alegrense e assumiu dois terços da dívida de construção do estádio. Depois, repassou a administração ao Grêmio. Ele chegou a lançar candidatura à presidência do clube, mas desistiu.

Delcir Sonda doou R$ 20 milhões ao Internacional para a quitação de salários atrasados. Entre 2013 e 2016, Paulo Nobre emprestou mais de R$ 100 milhões ao Palmeiras. Herdeiro do banco Itaú, ele tem fortuna estimada em mais de R$ 4 bilhões, e o clube não mantém dívida com o ex-presidente.

Guilherme Bellintani, presidente do Bahia entre 2018 e 2023, é dono do Londrina e do Linense. Jorge Machado controla o São Caetano e afirma ter investido entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões no clube, que possui dívida aproximada de R$ 72 milhões e disputa a quarta e penúltima divisão do futebol paulista.

A Inter de Limeira também está em processo de formação de SAF. O grupo de investidores que inclui Ronaldo e Roberto Carlos negocia a compra de 80% das ações, com projeção de investimentos de até R$ 454 milhões ao longo de dez anos. O valor depende do crescimento da empresa e do cumprimento de metas.

Antes do modelo atual, empresas como Parmalat, MSI e ISL financiavam contratações e apoiavam clubes, mas não assumiam integralmente as gestões administrativa e esportiva. Também houve aportes, patrocínios, empréstimos e doações de empresários como Paulo Nobre, Delcir Sonda, a família Klein e Luciano Hang.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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