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Ponte Preta tem SAF recusada e expõe déficit mensal de R$ 2,8 milhões

Clube registrou 234 votos favoráveis, mas precisava de 256 para aprovar a criação da SAF; dívida estimada é de R$ 320 milhões.

Ponte Preta tem SAF recusada e expõe déficit mensal de R$ 2,8 milhões

A criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para administrar o departamento de futebol da Ponte Preta foi rejeitada pelos associados em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último sábado. A proposta recebeu 234 votos favoráveis e 150 contrários, mas eram necessários 256, o equivalente a dois terços dos presentes.

Compareceram 384 dos 676 associados aptos a votar. Com a decisão, o processo para implantação da SAF volta à estaca zero. O modelo previa a cisão do departamento de futebol, sem incluir os patrimônios do clube, e uma proposta de investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão.

A situação financeira foi apresentada pelo diretor jurídico José Henrique Specie como de “quase insolvência”. Uma auditoria feita durante as conversas com investidores estimou a dívida total em torno de R$ 320 milhões, sem incluir o débito de IPTU, calculado em cerca de R$ 20 milhões. O déficit mensal fica nas casas de R$ 2,8 milhões.

O balanço referente a 2025 apontou déficit de R$ 33.575,770. Marco Antonio Eberlin era o presidente no período e atualmente é vice de Luiz Alves Torrano e diretor de futebol.

Specie afirmou que a dívida consolidada foi acumulada ao longo de décadas e que os credores passaram a cobrar as obrigações. As receitas disponíveis, segundo ele, não são suficientes para pagar as execuções e as despesas ordinárias do clube.

A falta de recursos provocou atrasos salariais recorrentes desde 2025 entre jogadores, profissionais do departamento de futebol e funcionários. Durante uma paralisação em agosto, que durou uma semana, jogadores disseram que alguns estavam havia cerca de seis meses sem receber. Em casos específicos, os atrasos chegaram perto de um ano. Quase 20 jogadores deixaram a Ponte Preta desde o início da Série B.

A diretoria pagou um dos meses pendentes a atletas da base que integram o profissional e parte de um mês a outros jogadores. A maioria, porém, não recebeu. Também foi quitado um mês a funcionários, mas as pendências permanecem.

Para Specie, o planejamento financeiro poderia avançar com a indicação de uma futura SAF. Após a rejeição, a diretoria executiva terá de decidir se mantém o projeto. Nesse caso, será necessário criar uma comissão, elaborar um parecer e encaminhá-lo aos conselhos Fiscal e Deliberativo antes de uma nova assembleia de associados.

A reunião havia sido remarcada depois de o encontro do dia 24 de agosto terminar sem votação, em meio a confusões e decisões liminares. A assembleia seguiu determinações judiciais, com divulgação prévia da lista de votantes, presença de tabeliões e equipe de filmagem. Polícia Militar e Guarda Municipal reforçaram a segurança no local.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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