Dois dias depois de anunciar o patrocínio máster com a Pitaco, o Grêmio afirmou que aguarda os próximos desdobramentos do governo federal sobre a proibição das bets no Brasil. O clube não informou como ficará o contrato, firmado na quarta-feira.
Em nota encaminhada nesta sexta-feira, a direção declarou que o impacto da medida sobre as receitas da indústria do futebol ainda terá de ser avaliado por clubes e entidades esportivas de todo o país.
O acordo com a Pitaco tem duração de três anos e previsão de render R$ 140 milhões ao Grêmio. O contrato prevê proteção para as duas partes em caso de rescisão, mas ainda não há confirmação sobre eventual pagamento de indenizações caso o vínculo seja encerrado no contexto atual.
Contrato e proibição
O Grêmio esteve entre os clubes que assinaram o manifesto “O Fim do Futebol Brasileiro”, em defesa da manutenção das bets no país. O documento afirma que o investimento das empresas de apostas autorizadas se tornou uma das principais fontes de receita do esporte e também beneficia equipes de menor expressão, divisões de acesso e competições com menor exposição comercial.
As negociações do patrocínio foram conduzidas pelo CEO Alex Leitão. Empresas de outros setores também demonstraram interesse pelo espaço na camisa, entre elas uma fabricante de veículos. O acordo com a Pitaco foi assinado mesmo com a possibilidade de o governo adotar medidas restritivas em breve.
A proibição de apostas e jogos virtuais será formalizada por uma Medida Provisória assinada pelo presidente. O governo federal encaminhará a medida ao Congresso Nacional. Para que tenha validade definitiva como lei, ela precisará ser votada em até 120 dias pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Lula também deve enviar ao Congresso um projeto de lei com penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets.








