O governo federal derrubou 506 sites de apostas esportivas que operavam de forma irregular, informou nesta segunda-feira. A ação ocorreu após a proibição das bets, anunciada na última sexta-feira (25), e buscou bloquear o acesso a plataformas não autorizadas e impedir a criação de novos endereços.
A operação foi realizada em conjunto pelos ministérios da Justiça e da Fazenda, conforme nota oficial. O governo também estuda medidas de apoio aos clubes de futebol, que criticaram a restrição e alertaram para efeitos financeiros nas contas. Muitos times da Série A do Campeonato Brasileiro têm empresas de apostas como patrocinadoras master.
Declarações de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou o impacto financeiro da proibição. Ele afirmou que os principais títulos mundiais de clubes brasileiros foram conquistados em um período em que o futebol ainda não recebia financiamento de empresas de apostas.
Lula citou Flamengo, Corinthians, Grêmio e Internacional para defender que as equipes podem continuar suas atividades sem esse tipo de recurso. “Os clubes (de futebol) que se virem. Nós já aprovamos a lei que permite que os clubes virem empresas, as SAFs; agora é preciso colocar gente de competência para gerir as empresas”, disse.
O decreto que proibiu as apostas digitais foi assinado pelo presidente pouco mais de uma semana antes das eleições em que ele busca a reeleição. Ao anunciar a medida, Lula comparou o vício em apostas à dependência química e alertou para o nível de endividamento das famílias brasileiras.
Em 2025, cerca de 25 milhões de brasileiros movimentaram aproximadamente R$ 220,6 bilhões em apostas. A atividade gerou cerca de R$ 9 bilhões em arrecadação tributária. A regulamentação do setor havia sido feita pelo próprio governo em 2023.








