BUENOS AIRES — O Monumental de Núñez será palco da despedida oficial de Lionel Messi da seleção argentina nesta terça-feira. O atacante enfrentará Benim em um amistoso marcado para 20h (de Brasília), no estádio do River Plate, em Buenos Aires.
A partida encerra uma relação construída ao longo de mais de duas décadas. No Monumental, Messi estreou diante dos argentinos, marcou seu primeiro gol no país, vestiu a camisa 10 pela primeira vez e comemorou a Copa América e a Copa do Mundo com a torcida.
Os primeiros capítulos
Messi tinha 18 anos e usava a camisa 19 quando foi titular da Argentina na vitória por 2 a 0 sobre o Peru, em 9 de outubro de 2005, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Ele sofreu o pênalti convertido por Juan Román Riquelme.
A estreia pela seleção principal havia ocorrido meses antes, em agosto de 2005, contra a Hungria, em amistoso. O primeiro gol de Messi em território argentino saiu em outubro de 2008, de cabeça, na vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai, também no Monumental. Riquelme deu a assistência.
Em 28 de março de 2009, Messi usou pela primeira vez a camisa 10 em uma partida da seleção principal. A Argentina venceu a Venezuela por 4 a 0, pelas Eliminatórias para a Copa de 2010, e o atacante marcou em 26 minutos. Ele também deu passe para um gol de Carlos Tevez. Diego Maradona era o técnico.
Títulos e recordes no estádio
Em setembro de 2021, no primeiro jogo em casa após a conquista da Copa América, Messi fez os três gols da vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia. O hat-trick levou o jogador a 79 gols pela Argentina, acima dos 77 de Pelé, e o tornou o maior artilheiro de seleções sul-americanas naquele momento. Depois, ele e os companheiros apresentaram a taça aos torcedores.
A volta ao Monumental como campeão do mundo aconteceu em 23 de março de 2023, contra o Panamá. A Argentina venceu por 2 a 0, e Messi marcou de falta o segundo gol, o 800º de sua carreira profissional. Na sequência, ergueu a Copa do Mundo diante da torcida.
Últimos jogos antes da despedida
Em outubro de 2024, Messi marcou três vezes e deu duas assistências na vitória por 6 a 0 sobre a Bolívia. Em setembro de 2025, fez dois gols no triunfo por 3 a 0 sobre a Venezuela, em sua última partida pelas Eliminatórias em território argentino.
Para Alejandro Wall, jornalista do Olé, o estádio se tornou o principal cenário da trajetória de Messi pela seleção. Ezequiel Fernández Moores, jornalista, escritor e historiador argentino, afirmou que o River é a casa histórica da equipe nacional.
A escolha também diferencia a trajetória de Messi da de Diego Maradona: enquanto o Monumental está ligado à seleção e ao camisa 10, a Bombonera tem identificação especial com Maradona. Agora, no mesmo estádio em que começou sua história com a camisa 10, Messi se encontra com a torcida argentina para o adeus.








