Renan Lodi recusou oportunidades na França, na Espanha, na Inglaterra e no Brasil antes de aceitar a proposta do Atlético-MG. A decisão foi tomada depois de conversar com a esposa, que preferiu permanecer no país.
O clube mineiro procurou o lateral quando ele treinava no Athletico-PR, em Curitiba. Em dezembro de 2025, representantes do Atlético foram até a casa do jogador para negociar a contratação.
“Quando o Galo foi lá em Curitiba, na minha casa, falar que me queria, não tinha como negar”, afirmou Lodi. O jogador disse que o gesto ocorreu no momento em que mais precisava de apoio.
Adaptação ao Atlético-MG
A passagem pelo futebol europeu ajudou Lodi a reunir experiências de diferentes treinadores e culturas. Antes do Al-Hilal, ele atuou por Atlético de Madrid, Nottingham Forest e Marseille. No clube da Arábia Saudita, chegou em janeiro de 2024 com contrato de três anos e meio.
Em 2026, o lateral de 27 anos ficou fora dos planos de Simone Inzaghi. A rescisão com o Al-Hilal foi acertada em setembro do ano passado, depois que Lodi não foi inscrito no campeonato nacional. Ele enviou uma carta, assinada por representantes legais, para comunicar o encerramento do contrato. O clube afirmou que adotaria “todas as medidas legais necessárias” para proteger seus direitos.
Durante a espera por uma definição, o jogador manteve os treinos no CT do Athletico-PR. Segundo Lodi, a incerteza durou três meses e meio e foi acompanhada por ansiedade, tristeza e medo. A terapia foi uma das formas encontradas para lidar com o período.
“Estou me sentindo em casa”, disse o lateral, que afirmou morar a dez minutos da Cidade do Galo e receber o carinho dos torcedores nas ruas. Pelo Atlético-MG, ele disputou 45 jogos, marcou cinco gols e deu quatro assistências. Também afirmou que pretende construir sua história no clube e, um dia, tornar-se ídolo.








