A propaganda eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva exibida neste domingo (27.set.2026) apresentou propostas voltadas a trabalho, educação e custo de vida, com jovens como interlocutores. A peça, de 5min30s, também procurou alcançar eleitores que não se identificam com o petismo.
Uma das medidas destacadas foi a defesa do fim da escala 6 X 1. Ao responder a Alícia, que se apresenta como trabalhadora CLT, Lula afirmou que a mudança deveria garantir 2 dias de descanso por semana, sem redução de salário. Segundo ele, a medida permitiria ampliar o tempo para descanso, convivência familiar e estudo. A proposta depende de aprovação no Congresso.
Fernanda perguntou sobre a evasão escolar. Lula defendeu a universalização do Pé-de-Meia para estudantes de todo o ensino médio e a expansão das escolas de tempo integral.
Medidas econômicas
A campanha também apresentou a cesta básica sem impostos como uma forma de reduzir o peso dos alimentos no orçamento das famílias. Lula citou a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 e a taxação dos super-ricos.
No fim do programa, o presidente disse que o eleitor não precisa adotar símbolos associados ao PT para acreditar no país. “Você não precisa fazer o L, não precisa vestir vermelho, só precisa acreditar que o Brasil pode mais longe”, afirmou.
A peça criticou Flávio Bolsonaro (PL) e exibiu, na abertura, trecho de editorial de O Estado de S. Paulo sobre conexões do candidato com milícias. Também mencionou o envio de R$ 200 mil em recursos públicos a um projeto ligado a Robson Calixto, conhecido como Peixe, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no assassinato de Marielle Franco. O slogan apresentado foi “Falar é Flávio, fazer é Lula”.
A estratégia mira ainda jovens que não escolheram Flávio. Pesquisa Datafolha de 21 de setembro de 2026 mostrou que 79% do eleitorado geral já havia definido o voto, índice menor entre pessoas de 16 a 24 anos. Nesse grupo, Augusto Cury aparece como possível alvo da disputa: levantamento PoderData de 2 de setembro de 2026 registrou 14%. Cury tinha 12% entre 25 e 44 anos, 7% na faixa de 45 a 59 anos e 8% entre pessoas com 60 anos ou mais.








