Renato Gaúcho questionou a quantidade de estrangeiros no elenco do Grêmio após o empate no Gre-Nal, neste domingo. Para o treinador, a adaptação dos jogadores, principalmente na comunicação com os companheiros, leva mais tempo e pode favorecer a formação de grupos no vestiário.
O Grêmio tem 11 estrangeiros no elenco. Kannemann, apesar de argentino, também tem nacionalidade brasileira e não entra no limite de nove atletas de fora do país que podem ser relacionados por partida em competições nacionais. Em 2027, esse número cairá para oito.
Krovinovic e Jovane Cabral chegaram no segundo semestre. Os dois falam português, mas Renato afirmou que a adaptação não é imediata. “Você traz o estrangeiro, e ele não é culpado, mas precisa se adaptar”, disse. O técnico acrescentou que podem passar cinco ou seis meses até o jogador conhecer os companheiros.
Entre os estrangeiros do Grêmio estão Kannemann, Balbuena, Nardoni, Noriega, Villasanti, Krovinovic, Pavon, Braithwaite, Amuzu, Jovane Cabral e Enamorado. As nacionalidades citadas são argentina, paraguaia, peruana, croata, dinamarquesa, belga, caboverdiana e colombiana.
Renato mencionou o caso de Amuzu, que chegou à Arena em fevereiro do ano passado. O belga domina francês e inglês, mas ainda não é fluente em português. “Todos os problemas são culpa do treinador. Será que é sempre o treinador mesmo?”, afirmou.
Sobre Krovinovic, o técnico disse que a questão não é a língua, mas a adaptação ao modelo de jogo. Renato quer que o meia apareça com mais frequência na área adversária e afirmou que conversa com o jogador sobre essa função.
O Grêmio ocupa a 18ª colocação, com 31 pontos, e recebe o Cruzeiro no domingo, às 16h, na Arena. A equipe tenta deixar a zona de rebaixamento enquanto o treinador trabalha na adaptação dos reforços.








