SÃO PAULO — O elenco do São Paulo firmou um pacto para ajudar financeiramente jogadores que precisarem diante dos atrasos salariais do clube. A decisão foi discutida na última quinta-feira, quando as lideranças conversaram com a diretoria sobre a situação.
Os valores referentes à carteira de trabalho foram pagos nesta sexta-feira, com três dias de atraso. A diretoria, porém, informou aos líderes que não há previsão para quitar a dívida total.
O clube também não vem cumprindo o acordo firmado em fevereiro deste ano, já sob a gestão de Harry Massis, para parcelar os direitos de imagem atrasados referentes a 2025. O montante foi dividido em dez parcelas, mas somente cinco foram pagas.
Bonificação por vitórias
Apesar dos atrasos, a direção pagou em espécie uma bonificação extra ao elenco pelas vitórias contra Red Bull Bragantino e Atlético-MG. O pagamento ocorreu no vestiário do Morumbis e foi dividido entre os jogadores. A quantia é chamada de “bicho molhado”.
Fontes ligadas à alta cúpula do São Paulo atribuíram a falta de recursos à guerra política interna do clube. Essa foi a justificativa apresentada pela direção aos líderes do elenco.
Internamente, a principal explicação é que a oposição estaria impedindo, no Conselho Deliberativo, a aprovação do contrato com a Ticketmaster. O acordo já foi aprovado pelo Conselho de Administração em 19 de agosto.
A proposta prevê uma antecipação de R$ 110 milhões ao São Paulo em até 45 dias após a assinatura, na forma de empréstimo. O clube devolveria o valor à empresa em cinco anos, com juros baseados no CDI mais 1,99%.








