Tite mantém Arthur Cabral como principal referência do ataque do Botafogo nos primeiros jogos à frente da equipe, mas Tiquinho Soares aparece como alternativa após marcar um gol anulado no clássico contra o Vasco. Kadir completa as opções para a posição.
O treinador considera semelhantes as características de Cabral e Tiquinho, que atuam como pivôs em uma área central do campo. Já Kadir é visto como um atacante com mais velocidade e capacidade para atacar espaços. “Compete a mim eles terem mais oportunidades”, afirmou Tite.
A pressão sobre Arthur Cabral aumentou nos últimos jogos. Se não marcar contra o Coritiba, no Couto Pereira, o atacante igualará seu maior jejum pelo Botafogo, de 15 jogos. As últimas participações dele em gols ocorreram em 17 de maio, quando marcou três vezes contra o Corinthians.
Na última janela, o Botafogo recusou uma proposta de 9 milhões de dólares (cerca de R$ 46 milhões) do Tigres por Arthur Cabral. O clube entendeu que não teria tempo para encontrar uma reposição.
Tiquinho Soares também não marca desde 13 de maio, quando ainda defendia o Mirassol, emprestado pelo Santos. Depois de romper o contrato com o clube paulista e retornar ao Botafogo, ele ainda não atuou por 90 minutos. Sua participação mais longa foi diante do Bragantino, com 16 minutos em campo.
O Botafogo marcou 33 gols no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, com média de 1,73 por jogo. Ficou atrás do Flamengo, que tinha 37, e empatado com o Palmeiras. No returno, em 11 jogos, a equipe fez apenas nove gols, média de 0,81, chegando a 42 no total.
O time começou a rodada na 13ª posição do Brasileirão, com 35 pontos. Tite viajou com o elenco para o Paraná, mas cumprirá suspensão e não ficará à beira do gramado. Ele foi expulso ao comemorar o gol anulado de Tiquinho.
Depois do duelo com o Coritiba, o Botafogo enfrentará a Chapecoense no Nilton Santos, no sábado.








