A goleira Yanne, do Bahia, atribui o desempenho nas cobranças de pênalti a estudo, leitura das adversárias e uma rotina específica de preparação. Aos 22 anos, ela se tornou uma das peças do time que chegou pela primeira vez à semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino.
O Bahia enfrenta o Corinthians, maior campeão da competição, no jogo de ida da semifinal, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Nas quartas de final, Yanne fez defesas importantes nos dois confrontos com o Palmeiras e defendeu uma cobrança na disputa por pênaltis.
Preparação individual
O trabalho envolve exercícios de força e potência, além da análise das possíveis batedoras. O preparador de goleiras André Cainã afirmou que a equipe observa características das adversárias e define possibilidades sem estabelecer uma única resposta para cada cobrança.
“Cada goleira tem uma característica diferente”, disse André Cainã. Segundo o técnico Felipe Freitas, o Bahia treinou 2.632 penalidades somente em 2026.
Yanne também contou que procura entender o comportamento das cobradoras e manter a tranquilidade. A goleira, porém, prefere guardar parte de sua estratégia: “Eu não vou passar meu ouro, minha tática”.
A especialidade já havia aparecido em outros momentos. Yanne defendeu três penalidades na final da Ladies Cup, em 2024, contra o Grêmio, e também nas quartas de final da Copa do Brasil feminina 2025, diante do Bragantino.
Caminho até o gol
Natural de Salvador, Yanne cresceu entre Conceição do Coité e Olindina, no interior do estado. Antes de se firmar como goleira, foi zagueira e praticou vôlei, basquete, handebol, natação e judô. A família acompanhou as mudanças e a distância ao longo da trajetória.
Em 2022, ela integrou o grupo da seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo Sub-20 e conquistou o Sul-Americano. No Bahia desde 2024, Yanne agora busca a primeira oportunidade na seleção brasileira principal.
A goleira afirma que pretende disputar a Copa do Mundo 2027 e conquistar um título mundial. Para isso, diz que continuará concentrada na evolução e no próprio desempenho, diante da concorrência por uma vaga na equipe nacional.







