SAVANNAH, Geórgia — Os cinco missionários franciscanos conhecidos como os Mártires da Geórgia serão beatificados em 31 de outubro, no centro de convenções de Savannah. Cerca de 12 mil pessoas devem participar da cerimônia, cuja missa está marcada para as 11h. Não será necessário ingresso, mas a inscrição deverá ser feita até 30 de setembro.
A Ordem dos Frades Menores anunciou o local em comunicado de 26 de setembro. O cardeal Frank Leo, arcebispo metropolitano de Toronto, atuará como legado papal e presidirá a liturgia na véspera do Dia de Todos os Santos. A cerimônia será transmitida ao vivo pela EWTN.
O bispo Stephen D. Parkes, de Savannah, afirmou que a beatificação será “uma data de grande significado para os fiéis da Diocese de Savannah e da Arquidiocese de Atlanta”. Uma missa de ação de graças está prevista para as 11h30 de 1º de novembro, na Catedral Basílica de São João Batista, em Savannah.
Morte dos missionários
Em setembro de 1597, os padres Pedro de Corpa, Blas Rodríguez, Miguel de Añon e Francisco de Veráscola, além do irmão Antonio de Badajóz, foram mortos na região de La Florida, que incluía a atual Geórgia. Eles haviam defendido a santidade do matrimônio.
Juanillo, jovem herdeiro de um cacicado Guale, pretendia tomar uma segunda esposa. Pedro de Corpa se opôs ao segundo casamento e também à sucessão de Juanillo como chefe. Em 14 de setembro de 1597, Juanillo e aliados mataram o frade. O grupo depois atacou outras missões e matou mais quatro religiosos.
Um sexto frade, Francisco de Avila, foi sequestrado e torturado até ser libertado meses depois, segundo a Ordem dos Frades Menores. Os missionários aprenderam a língua Guale e viveram entre a população sem soldados espanhóis. Evidências arqueológicas indicam, conforme o falecido padre Dominic Monti, uma combinação de elementos nativos e cristãos.
Os bispos dos Estados Unidos solicitaram a beatificação ao papa Pio XII em 1941. A causa começou oficialmente na Diocese de Savannah em 1981. Em janeiro de 2025, o papa Francisco autorizou o decreto que reconheceu os cinco franciscanos como mártires de Cristo, mortos por sua fé após ministrarem entre o povo Guale.
O padre Roger Lopez, da Ordem dos Frades Menores, disse que a beatificação transmite à Igreja na América a mensagem de que “o amor de Cristo Jesus é mais poderoso que o ódio”.








