VENEZA — As buscas por Gabriela Querino Elorriaga chegaram ao terceiro dia após a colisão entre um táxi aquático e uma embarcação no canal de Tessera, na Lagoa de Veneza. A brasileira foi lançada na água e não foi mais vista desde a manhã de sábado.
Socorristas usam mergulhadores, helicóptero e jet skis na operação. Os destroços do barco atingido já foram recuperados. Testemunhas disseram aos investigadores que Gabriela estava na embarcação durante a travessia com o marido, o pescador italiano Sean Michieli.
Investigação sobre a colisão
O piloto do táxi aquático é investigado por homicídio náutico. A apuração considera inicialmente que ele trafegava em alta velocidade. O homem já prestou depoimento ao Ministério Público de Veneza.
As autoridades aguardam os laudos toxicológicos do condutor e os documentos periciais que devem esclarecer a velocidade do barco e as condições climáticas no momento da batida. Na Itália, o homicídio náutico corresponde a uma morte provocada no trânsito, com pena de até sete anos em caso de condenação.
Sean Michieli, 25, conduzia a embarcação atingida. Ele foi socorrido em estado gravíssimo e passou por uma cirurgia no hospital dell'Angelo, em Mestre, após sofrer traumatismo craniano. A morte cerebral foi confirmada por uma equipe médica. Gabriela tem 26 anos.
Família e assistência
Gabriela e Sean estavam casados havia três meses. A mãe da brasileira, Gisele, informou que tenta viajar para a Itália para acompanhar o caso. A irmã de Gabriela escreveu nas redes sociais: “Nossa família está desesperada, sem notícias e vivendo momentos de muita angústia”.
O Ministério das Relações Exteriores informou que tem conhecimento do caso e mantém contato com as autoridades locais e com a família, que recebe assistência. O órgão declarou que não fornece informações sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros em respeito à privacidade e à Lei de Acesso à Informação.







