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EUA poderão instalar estruturas militares em Narsarsuaq e Mestersvig, na Groenlândia

Acordo transfere aos Estados Unidos o controle permanente da segurança da Groenlândia e restringe a presença militar de outros países.

EUA poderão instalar estruturas militares em Narsarsuaq e Mestersvig, na Groenlândia
Foto: Divulgação/Casa Branca

Os Estados Unidos poderão criar duas novas áreas de defesa na Groenlândia, em Narsarsuaq e Mestersvig, conforme acordo assinado nesta terça-feira (22/9). A ilha, que é uma região autônoma sob território da Dinamarca, já abriga uma instalação militar norte-americana.

O documento foi firmado às margens da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo líder da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, e pela primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.

“Os Estados Unidos poderão estabelecer uma área de defesa adicional em Narsarsuaq e Mestersvig”, estabelece um dos termos do pacto. A criação das estruturas dependerá de um acordo entre as partes sobre as modalidades e os detalhes técnicos.

O acordo também concede aos Estados Unidos o controle permanente da segurança da Groenlândia. Pela definição, nenhum país que não faça parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderá manter presença militar na ilha.

Trump anunciou o pacto na última semana. A justificativa apresentada pelo presidente norte-americano é que a Groenlândia tem importância para a segurança nacional dos Estados Unidos.

O interesse de Trump pela ilha já havia sido manifestado durante seu mandato entre 2017 e 2021, quando ele defendeu a compra e a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos. Após retornar à Casa Branca, em janeiro de 2025, passou a ameaçar usar a força para assumir o controle da região.

A Groenlândia integra o território da Dinamarca, que é um dos 32 países da Otan. A aliança militar prevê defesa mútua caso um de seus membros seja atacado. Uma ação norte-americana contra a ilha colocaria em risco a continuidade da organização, conforme o acordo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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