São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Saúde

Estudo relaciona aroma de café a alterações breves em humor e relaxamento

Pesquisa no Japão encontrou menos tensão, ansiedade e cansaço após voluntários inalarem café fresco sem consumir a bebida.

Estudo relaciona aroma de café a alterações breves em humor e relaxamento

Um estudo com 20 adultos associou a exposição ao aroma de café recém-preparado a uma redução passageira de sentimentos negativos, sem que os participantes bebessem a bebida. Após cinco minutos respirando normalmente perto do café, os voluntários relataram menos tensão, ansiedade, fadiga, confusão, depressão e desânimo.

A pesquisa foi publicada em 9 de setembro na revista científica Nutrients. Os participantes tinham entre 20 e 29 anos, eram estudantes universitários e foram divididos entre oito homens e 12 mulheres. Os pesquisadores avaliaram respostas de humor, atividade elétrica cerebral, frequência cardíaca e variabilidade dos batimentos antes e depois da exposição.

Sinais observados

O índice geral de perturbação do humor caiu após o contato com o cheiro. Também houve redução significativa nos indicadores ligados à fadiga, à tensão, à ansiedade, à confusão, à depressão e ao desânimo.

A atividade cerebral foi acompanhada com um dispositivo portátil de eletroencefalografia. Um índice relacionado a estados de relaxamento passou de aproximadamente 0,74 para 0,78. Os próprios autores afirmaram que ainda não está claro qual é a importância fisiológica de uma mudança desse tamanho.

Como o aroma foi testado

Pesquisadores da Showa Pharmaceutical University, em Tóquio, prepararam 20 gramas de café moído com 400 mililitros de água a 85 °C. A bebida ficou em um recipiente de vidro a cerca de 50 centímetros dos participantes. Eles permaneceram no local durante cinco minutos, apenas inalando o aroma, e responderam a um questionário antes e depois.

O cheiro do café resulta de vários compostos voláteis, muitos formados durante a torrefação. No preparo, parte dessas substâncias é liberada no ar e chega ao sistema olfativo.

Limitações

A pesquisa não teve grupo de comparação exposto a um ambiente sem aroma ou a outro cheiro. Por isso, não é possível descartar a influência do repouso, da expectativa dos voluntários ou da adaptação ao ambiente.

Os autores defendem estudos maiores, com participantes mais diversos e grupos de comparação. Os resultados, por enquanto, indicam apenas uma associação de curta duração entre o aroma do café fresco e a redução de alguns sentimentos negativos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5