As Forças Armadas dos Estados Unidos se preparam para uma possível operação militar em Cuba, conforme indica um documento da Reserva do Exército americano. O texto pede pareceres de comandos subordinados sobre a disponibilidade de seis tipos de formações que ficariam sob a autoridade do Comando Sul dos EUA, responsável pela área que inclui as Américas Central e do Sul e o Caribe.
A mensagem não cita Cuba. Fontes do governo americano, porém, afirmaram que a solicitação está ligada a um planejamento militar voltado para o país. O documento informa que as unidades poderiam ser “possivelmente necessárias em um prazo de 90 a 120 dias”.
Entre as formações solicitadas estão um batalhão de apoio à sustentação de combate, para tarefas de logística; um batalhão de engenharia; e um comando de sustentação expedicionária, responsável por supervisionar a logística no teatro de operações. Também foram mencionadas uma brigada médica, um destacamento avançado de reanimação e cirurgia e uma brigada de polícia militar.
As respostas dos comandos deveriam ser enviadas ao quartel-general da Reserva do Exército até esta sexta-feira (25). A Reserva do Exército não se pronunciou.
Um porta-voz do Comando Sul disse que não poderia comentar movimentações operacionais ou possíveis cronogramas de mobilização. Segundo ele, o comando “coordena-se continuamente com a Força Conjunta para avaliar uma série de possíveis necessidades” em sua área de responsabilidade, em apoio às missões atribuídas.
Pressão sobre Cuba
Os Estados Unidos vêm ampliando a pressão sobre Cuba com sanções contra agentes do regime e setores econômicos estratégicos, como turismo e mineração. Em maio, Washington indiciou Raúl Castro pelas mortes de quatro ativistas cubano-americanos no abate de dois aviões civis em 1996.
Na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu governo busca “uma mudança fundamental na situação em Cuba”. Trump também disse que Marco Rubio conduz negociações com o país.
Apesar da menção ao diálogo, Trump já declarou que Cuba seria “a próxima” depois das operações militares americanas na Venezuela e no Irã. Nicolás Maduro foi capturado em janeiro, e missões aéreas de inteligência e reconhecimento na região da ilha foram intensificadas este ano.








