O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (29) sanções contra três políticos mexicanos acusados de ajudar o Cartel de Sinaloa e proteger integrantes da organização. A ação do Departamento do Tesouro também alcança outras pessoas e empresas associadas, segundo Washington, a uma rede de narcotráfico, lavagem de dinheiro e corrupção no México.
Os políticos sancionados são Araceli Brown Figueredo, deputada estadual de Baja California; José Luis Dagnino López, prefeito de San Felipe; e José Armando Ayala Robles, ex-prefeito de Ensenada. O Tesouro americano afirma que os três mantêm vínculos com integrantes do cartel e usaram sua influência política para favorecer as atividades do grupo.
Acusações contra os políticos
Araceli Brown comandou a prefeitura de Playas de Rosarito entre 2019 e 2024 e atualmente ocupa uma cadeira no Congresso estadual de Baja California. De acordo com o governo dos Estados Unidos, operadores ligados ao cartel atuavam em esquemas de extorsão durante sua administração e pagavam por proteção e pela continuidade de atividades criminosas.
Washington também acusa Dagnino López de manter relações com integrantes do Cartel de Sinaloa que operam na região e de facilitar as ações da organização. Ayala Robles, que foi prefeito de Ensenada e depois senador mexicano, é acusado de manter vínculos com integrantes do grupo e favorecer seus interesses.
A medida integra uma operação contra 21 pessoas e 25 empresas. Entre os alvos está Ismael Zambada Sicairos, conhecido como “Mayito Flaco”. Filho de Ismael “El Mayo” Zambada García, ele é apontado pelo Tesouro como líder de uma das principais estruturas do cartel e responsável por disputar influência na organização após a prisão do pai.
Bloqueio de bens
O governo americano afirma que o grupo comandado por Zambada Sicairos controla rotas usadas para transportar drogas pelo México e em direção aos Estados Unidos. Integrantes e operadores financeiros ligados à estrutura também foram incluídos nas sanções, assim como empresas que seriam usadas para movimentar ou ocultar recursos de atividades criminosas.
As restrições atingem propriedades e recursos dos sancionados localizados nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos e empresas americanas. Também ficam sujeitas ao bloqueio as companhias nas quais os alvos tenham participação de 50% ou mais. Em regra, cidadãos e empresas dos Estados Unidos não podem fazer negócios com os sancionados sem autorização do governo.
O Cartel de Sinaloa é classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira desde 2025. O Tesouro afirma que a ação pretende atingir as estruturas políticas, empresariais e financeiras que sustentam as operações da facção.








