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EUA e 14 países lançam pacto contra 24 grupos narcoterroristas

Coalizão Escudo das Américas prevê sanções financeiras, restrições migratórias, troca de inteligência e treinamentos conjuntos.

EUA e 14 países lançam pacto contra 24 grupos narcoterroristas

Estados Unidos e 14 países vizinhos firmaram nesta terça-feira, 22 de setembro, o pacto Escudo das Américas para combater o crime organizado no continente. A coalizão tem como alvo 24 grupos narcoterroristas, entre eles o PCC e o Comando Vermelho, do Brasil.

A estratégia prevê o bloqueio de contas bancárias e bens materiais ligados às organizações. Também estão previstas restrições de vistos e impedimentos de imigração para pessoas com qualquer vínculo com os grupos. As leis nacionais dos países participantes poderão ser usadas para responsabilizar criminalmente quem oferecer apoio material ou logístico, mesmo de forma indireta, sabendo que auxilia uma organização incluída na lista de sanções criminais da coalizão.

Grupos incluídos e ausência do Brasil

A relação também inclui o Tren de Aragua, da Venezuela, os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nueva Generación, do México, além do ELN e de dissidências das Farc, da Colômbia.

Brasil e México decidiram não integrar o Escudo das Américas neste momento. Ainda assim, o PCC e o Comando Vermelho já são classificados pela Casa Branca como grupos terroristas. Com isso, os Estados Unidos podem aplicar sanções individuais independentemente da participação brasileira.

O presidente Donald Trump afirmou que cartéis e facções travam uma guerra contra os povos do hemisfério ocidental e que os países decidiram reagir. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que o crime organizado passou a reunir recursos financeiros e militares comparáveis aos de Estados inteiros.

Cooperação além das sanções

A aliança pretende levar o tema à Organização dos Estados Americanos (OEA) e usar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) para facilitar ações coletivas. O plano inclui compartilhamento de inteligência policial, acesso mútuo a tecnologias de segurança e treinamentos conjuntos de tropas.

A coalizão também prevê proteger setores estratégicos, como gasodutos e rotas comerciais, contra influências estrangeiras hostis. Outro objetivo é garantir a confiabilidade da infraestrutura digital do continente.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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