Um relatório do Institute for Family Studies aponta que católicos que frequentam regularmente a igreja relatam mais felicidade no casamento do que outros casais. O estudo foi publicado em 25 de setembro e analisou dados da General Social Survey, do CARA, do YouGov, do Pew Research e de outras fontes.
Entre os entrevistados, 79% dos católicos praticantes disseram ser muito felizes no casamento. O índice foi de 74% entre protestantes praticantes e de 66% entre maridos e esposas sem religião.
O coautor Brad Wilcox, pesquisador sênior e diretor da Get Married Initiative, afirmou que católicos e protestantes praticantes se casam mais, têm mais filhos e se divorciam menos do que pessoas seculares. O relatório também concluiu que frequentadores de igreja têm 39% mais probabilidade de serem casados do que seus pares.
A pesquisa associou a prática religiosa também à satisfação sexual. Entre os frequentadores de igreja, 55% dos católicos e 45% dos protestantes avaliaram sua vida sexual como excelente ou muito boa. As taxas foram de 45% entre católicos nominais, 35% entre protestantes nominais e 40% entre pessoas sem religião.
Fé, casamento e apoio comunitário
Segundo Wilcox, casais que seguem ensinamentos católicos clássicos sobre a permanência do casamento e a abertura à vida têm maior probabilidade de relatar felicidade conjugal e satisfação sexual. Entre católicos que consideram o casamento um compromisso permanente, 60% estavam satisfeitos sexualmente, contra 46% entre os que não mantêm essa visão. Entre protestantes, os índices foram de 43% e 40%.
O relatório descreve um paradoxo entre fé e família: o papel dessas instituições diminuiu desde a década de 1970, enquanto os fiéis que permanecem ligados a elas apresentam maior probabilidade de ter famílias fortes e estáveis. Os casamentos católicos caíram 74% desde 1970 até o presente, segundo Wilcox.
O estudo também registrou dificuldades entre famílias praticantes. Homens religiosos relataram consumo de pornografia em proporção semelhante à de homens seculares: um quarto dos maridos religiosos, contra um terço dos maridos não religiosos. O relatório ainda apontou que uma minoria significativa de cônjuges católicos teme que o casamento não dure.
Pais católicos com três ou mais filhos relataram menor felicidade conjugal. A falta de apoio comunitário foi citada como uma das principais razões. Apenas 46% dos pais católicos praticantes disseram receber ao menos alguma ajuda de sua comunidade paroquial.
Encomendado pelo FOCUS (Fellowship of Catholic University Students), o relatório comparou os resultados com dados de 1.219 ex-alunos do grupo. Eles tinham maior probabilidade de estar casados e felizes no casamento do que outros casais católicos, mas eram menos propensos a relatar satisfação sexual.
Os autores recomendaram vida de fé ativa, discernimento matrimonial intencional, apoio familiar nas paróquias e formação matrimonial para adolescentes e jovens adultos.








